quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Os republicanos espanhóis despacharam para Moscou em 1937 todo o tesouro da Espanha.




Em 1931 socialistas e anarquistas ganharam a eleição na Espanha.

Eles fundaram a Segunda República espanhola.

Os socialistas espanhóis a partir de 1934 receberam ajuda de Stalin que enviou para a Espanha armas e agentes soviéticos.

Homenagem dos republicanos de Barcelona a Stalin

A partir dai foi iniciado na Espanha ações revolucionárias para implantar o socialismo na Espanha, as igrejas passaram a ser atacadas e queimadas, fazendas e indústrias foram confiscadas, em suma, foi criado o clima revolucionário socialista na Espanha.
Os socialistas assumiram o poder através de eleições, mas, se puseram a mudar o sistema para socialismo.

Em 1936 a situação chegou a uma violência enorme e forças nacionalistas espanholas se levantaram contra os republicanos socialistas e anarquistas - era o início da sangrenta Guerra Civil Espanhola.

A guerra civil durou até 1939 e terminou com a derrota dos republicanos, socialistas e anarquistas, e com a vitória das forças nacionalistas do general Franco.

Entretanto, durante a guerra, em 1937, aconteceu um episódio inusitado!

Os socialistas, que eram o governo da Espanha e tinham o controle do Banco da Espanha, temendo que as forças nacionalistas de Franco se apossassem dos tesouras da Espanha, enviaram todas as riquezas e tesouros da Espanha para a Rússia de Stalin !
Nesse ano os republicanos nomearam um ministro da fazenda o Dr. Juan Negrin que de início cometeu um erro inacreditável que dai para a frente transformou a Espanha de um país rico em um país pobre!

Temendo que os lingotes de ouro e tesouros acumulados por séculos pelo Império Espanhol caíssem nas mãos dos nacionalistas ele decidiu enviar os tesouros da Espanha para a Rússia!
Stalin receveu a ideia com imenso prazer.

O espião soviético Alexander Orlov relatou em um livro (The Secret History of Stalin's Crimes) esse episódio em detalhes.

O envio dos tesouros da Espanha para a Rússia foi determinado por decreto assinado pelo presidente da Espanha Manuel Azaña e pelo Ministro da Fazenda Juan Negrí.
O ouro foi transferido do Banco de Espanha e estava escondido em Cartagena em guarnições da marinha, continha mais de 10.000 caixas, ao todo eram mais de 650 mil quilos de ouro e prata!
Para transportar essa riqueza Stalin enviou quatro navios cargueiros russos, a mercadoria toda foi levada para o porto russo de Odessa e de lá para Moscou.

Stalin jamais devolveu a Espanha os tesouros, disse que foram em pagamento da ajuda militar dada aos socialistas espanhóis.

Essa foi mais uma prova dentre muitas que a ideologia deixa os seres humanos cegos e tolos.

Fontes para consulta:














LIBERALISMO



Na atualidade pouco se ouve falar essa palavra, porém, esse é o nome correto do sistema político-econômico que começou a existir na Inglaterra e no Estados Unidos a partir da segunda metade do século XVIII.

Esse sistema tem como base teórica as teses de John Locke e Adam Smith, o chamado Iluminismo Escocês.

Na parte política é formado pela democracia parlamentarista, no caso da Inglaterra, e na democracia republicana no caso do Estados Unidos, em ambos a condição basilar é a instituição do Estado de Direito e o princípio maior é o "todos são iguais perante a lei".

Na parte econômica sua base é o mercado livre e competitivo com base na iniciativa privada; a existência de Bolsa de Valores para que a população tenha acesso, via investimento, ao mercado produtivo através da compra de ações das empresas SA; a não existência de reservas de mercado e monopólios; baixa carga tributária; não existência de empresas estatais, o estado não deve ter atividade econômica.

O nome "capitalismo" é uma forma equivocada de nomear o sistema, "capitalismo" é um termo criado não por aqueles que fizeram a teoria e implantaram o sistema, o nome "capitalismo" foi criado por quem queria destruir o liberalismo e implantar o socialismo.
O nome "capitalismo" tem origem em Karl Marx, um revolucionário comunista, que fez um livro com o título "O Capital" para criticar o liberalismo e fundou a Internacional Socialista para ação política socialista visando a tomada do poder político e o fim da democracia e do liberalismo com a implantação da ditadura do proletariado.




Liberalism

Liberalism

The term "liberalism" comes from the Latin word liber meaning "free." Mises defines liberalism as "the liberal doctrine of the harmony of the rightly understood interests of all members of a free society founded on the principle of private ownership of the means of production." This book presents the theoretical and practical arguments for liberalism in the classical tradition.

The foundation of liberalism, Mises says, rests on an understanding and appreciation of private property, social cooperation, the freedom idea, ethics and morality, democracy, and the legitimate role of government. Liberalism is not a political party; it is a system of social organization. The liberal program aims at securing equality under law and freedom of opportunity for everyone to make their own choices and decisions, so long as they do not interfere with the equal rights of others; it offers no special privileges to anyone. Under liberalism, the role of government would be limited to protecting the lives, property, and freedom of its citizens to pursue their own ends and goals. Mises is more specific here than elsewhere in applying the liberal program to economic policy, domestic and foreign. Also in this book, Mises contrasts liberalism with other conceivable systems of social organization such as socialism, communism, and fascism.

Ludwig von Mises (1881–1973) was the leading spokesman of the Austrian School of Economics throughout most of the twentieth century. He earned his doctorate in law and economics from the University of Vienna in 1906. In 1926, Mises founded the Austrian Institute for Business Cycle Research. From 1909 to 1934, he was an economist for the Vienna Chamber of Commerce. Before the Anschluss, in 1934 Mises left for Geneva, where he was a professor at the Graduate Institute of International Studies until 1940, when he emigrated to New York City. From 1948 to 1969, he was a visiting professor at New York University.








sábado, 16 de agosto de 2014

A realidade empírica e o materialismo histórico


Introdução


Todos sabemos que um acontecimento histórico de grande importância sofre a influência de diversos fatores, isso na verdade é uma coisa por demais óbvia!
Todos sabemos também, que da mesma forma, a história da vida de uma pessoa depende de uma série de acontecimentos, isto também é óbvio.

Mas, a história acontece no presente e não no passado!

Se um asteroide colidir com o planeta Terra (como aconteceu a 60 milhões de anos atrás e que causou a extinção dos dinossauros) a história da humanidade será mudada e essa mudança histórica não dependerá em nada do contexto histórico.

Se uma pessoa levantar cedo diariamente e for cuidar da vida dela ela vai ter um tipo de vida, mas, se ela ficar dormindo até ao meio-dia todos os dias, sua história vai ser outra, independente dos acontecimentos ao seu redor.

Materialismo histórico

O materialismo histórico tem como base teórica quatro cartas escritas por Engels em 1894 para Starkenburg, Bloch, Schmidt e Mehring, e que foram divulgadas por Bernstein em 1902.
Tais cartas foram usadas posteriormente pelos soviéticos para "fundamentar" a teoria do materialismo histórico.

As quatro cartas, em inglês, podem ser encontradas em:
Engels on Historical Materialism
From New International, Vol.1 No.3, September-October 1934, pp.81-85.
Transcribed & marked up by Einde O’Callaghan for ETOL.


Em uma das cartas podemos tomar conhecimento da "base teórica" do materialismo histórico, Engels diz:

"That a certain particular man and no other emerges at a definite time in a given country is naturally pure chance.
But even if we eliminate him, there is always a need for a substitute, and the substitute is found tant bien que mal; in the long run he is sure to be found.
That Napoleon – this particular Corsican – should have been the military dictator made necessary by the exhausting wars of the French Republics that was a matter of chance.
But that in default of a Napoleon, another would have filled his place, that is established by the fact that whenever a man was necessary he has always been found: Caesar, Augustus, Cromwell, etc."

Tradução:

"Que um certo homem em particular e nenhum outra surja em um determinado momento em um determinado país é naturalmente puro acaso
Mas se ele for eliminado, haverá sempre a necessidade de um substituto, e o substituto é encontrado de uma forma ou de outra; a longo prazo ele com certeza será encontrado.
Que Napoleão - este corso especial - surgisse como ditador militar fez-se necessária devido as guerras desgastante da República Francesa, era apenas uma questão de chance.
Mas que na falta de um Napoleão, um outro teria preenchido seu lugar, isto acontece pelo fato de que sempre que um homem se faz necessário ele sempre foi encontrado: César, Augusto, Cromwell, etc."

Ou seja, para Engels, Augusto não se tornou imperador de Roma por seus próprios méritos e talentos... foi a história quem o levou a ser imperador de Roma!

Realidade empírica

Episódios decisivos e importantes para os destinos de nações e da humanidade que demonstram que a história depende da ação humana.

Por exemplo na vinda de D. João VI para o Brasil em 1808 existiram diversos fatores que influíram, alguns deles:
Os desejos de conquista de Napoleão, a fraqueza militar de Portugal, a aliança da Espanha com a França, a incapacidade momentânea da Inglaterra de defender Portugal, a existência do Brasil para onde ele podia vir, etc, etc, etc.
Mas, Portugal tinha colônias na África além do Brasil... Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique eram colônias de Portugal, D. João poderia ter ido para uma delas, por exemplo a Guiné que é relativamente perto de Portugal.
D. João poderia ter se exilado na Inglaterra se quisesse.
Poderia ter ido para a Ilha da Madeira para não ficar longe de Lisboa, onde a defesa seria mais fácil.
Ou seja, D. João tinha uma série de opções, mas, dentre elas escolheu vir para o Brasil.
Foi D. João que decidiu vir e não o contexto histórico que decidiu por ele.

Outro exemplo é a guerra entre a Roma de Otavio Augusto e o Egito de Cleópatra, o resultado dessa guerra decidiria o destino da Europa, se Otavio vencesse Roma seria o centro do mundo, se Cleópatra vencesse Alexandria seria o centro do mundo.
Os generais comandantes eram Agrippa por Roma e Marco Antonio pelo Egito.
A batalha final foi uma batalha naval, Agrippa direcionou a batalha final para ser uma batalha naval, por que?
Porque Agrippa sabia que Marco Antonio era um grande general, mas, de cavalaria e não de batalha naval!
A astúcia de Agrippa e seu talento militar
decidiram a favor de Roma a guerra contra Cleópatra

Agrippa deduziu que Marco Antonio iria usar táticas de guerra em terra, táticas de cavalaria, em lugar errado, no mar.
Agrippa estava certo, Marco Antonio fez exatamente o que ele previu que faria e sofreu uma grande derrota.
A vitória de Roma e o destino da Europa e do mundo ocidental dependeu do gênio militar de Agrippa.
É óbvio que uma série de outros acontecimentos secundários, milhares deles, aconteceram, mas o ato decisivo foi a ação humana de Agrippa.


Outro exemplo, novamente o destino da Europa dependendo da ação humana de Wellington na batalha de Waterloo.

O general inglês Wellington olhando para o campo de batalha de Waterloo,
essa sua análise e subsequentes ações decidiram a batalha a seu favor.

O destino da Europa foi decidido ali, na hora da batalha, o que havia acontecido antes com Napoleão, sua ida ao Egito, sua guerra contra a Rússia, a invasão e ocupação de Portugal, etc, tudo isso era passado, era ali, no presente dele e do general inglês Wellington que o destino da história da Europa seria decidido.
E foi, Napoleão cometeu pequenos erros táticos e Wellington se aproveitou disso e venceu a batalha.
A batalha demorou mais de um dia, foi exaustiva, dependeu de muito esforço e comando, mas, foi decidida ali, naquele dia, a favor da Inglaterra, e não devido a condições históricas anteriores.

Se os generais comandantes não fossem decisivos para os destinos de nações em guerra devido ao talento militar único que cada um possui, qualquer soldado raso poderia comandar já que o destino da luta estaria determinado pelo contexto histórico!


Outro exemplo foi a descoberta da América, podem citar dezenas de fatos que influíram, existiram, mas, se não fosse o gênio e a incansável esforço pessoal de Cristovão Colombo a América não teria sido descoberta em 1492.



Cristovão Colombo e o ovo em pé
Depois da descoberta da América o navegador genovês foi questionado durante um banquete se algum outro homem poderia ter feito o mesmo que ele.
Para dar a resposta Colombo pegou um ovo e perguntou aos presentes se algum deles poderia colocar esse ovo em pé.
As tentativas foram inúmeras, sem sucesso.
Após o término de todas as tentativas Colombo achatou uma das extremidades do ovo e o colocou em pé!
Inconformados os presentes alegaram que qualquer um poderia deixar um ovo em pé daquela forma.
Colombo concordou com eles, mas, ressaltou que qualquer um o faria somente se alguém tivesse a ideia e logo em seguida a executasse!
Ou seja, depois da coisa feita fica fácil dizer como foi feita.

A história humana é traçada da mesma forma que é traçada a vida de cada indivíduo.

A história de uma pessoa depende do que ela faça na sua vida e não do contexto histórico onde ela vive.

O presidente Lula nasceu em uma cidade pobre do interior de Pernambuco, mas, saiu de lá e veio para São Paulo e devido a sua ação humana foi presidente do Brasil, a história do Brasil dependeu dessa ação pessoal de Lula.
O contexto histórico existe, causas existem, mas, o resultado final depende de forma decisiva da ação humana no presente.



Se os acontecimentos históricos fossem de tal forma que direcionassem o desfecho final de um acontecimento histórico complexo seria possível prever o futuro!

Apesar de todos os historiadores atuais, inclusive os materialistas históricos, saberem qual é o contexto histórico atual, em 2014, ninguém é capaz de prever quem irá vencer a próxima eleição para presidente!

Essa é a prova empírica de que, apesar de muitos eventos estarem envolvidos e relacionados, no presente os acontecimentos passados deixam de existir, a história será decidida no presente pela ação direta de seus protagonistas principais.

Todos os deres humanos realistas e práticos sabem disso.