O VELHO
por Nelson Rodrigues
Em recente confissão, contei a minha visita à casa de uma grã-fina que,
de três em três meses, é capa de Manchete. E, de fato, sempre que
Justino Martins está em apertos, vai ao arquivo e apanha a cara da minha
belíssima anfitriã. O leitor nem desconfia que já viu a mesmíssima capa
umas quinze vezes.
Não há nada mais parecido com uma grã-fina do
que outra grã-fina. Por dentro e por fora, todas se parecem. Quem viu
uma, viu as outras.
.
Entro no palácio e nada descreve a minha
perplexidade. Conheço, de longa data, a dona da casa. Mas como
identificá-la, se lá todas se pareciam entre si como soldadinhos de
chumbo? Cumprimentei umas oito, na ilusão de que era a própria. Até que
uma delas, ligeiramente mais lânguida, ligeiramente mais afetada que as
demais, suspirou: - “Até que enfim veio à minha casa!”. Fez-se luz em
meu espírito. Era aquela.
.
Bem. Estou-me perdendo no secundário
em prejuízo do essencial. O que eu queria dizer é que lá passei umas
cinco horas. E, até o fim da noite, só se ouviu um nome e só se falou de
uma figura: Marx.
Tudo era marxista. O mordomo de casaca devia ser
outro marxista. Idem, os garçons dos salgadinhos, uísque e champanhe. E
Marx não era apenas Marx. Não. De um momento para outro, passou a ser
“o velho”. Damas e cavalheiros diziam “o velho” com uma salivação
intensa.
.
Foi quando, a folhas tantas, alguém lembrou que “o
velho” era dado a furúnculos. Houve um frêmito de volúpia geral e
inconfessável. Parece meio difícil emprestar qualquer transcendência a
uma furunculose. Pois bem. Havia, ali, um tal clima marxista que os
furúnculos do “velho” pareciam mais resplandecentes do que as chagas de
Cristo. Os decotes palpitaram. Os cílios postiços tremeram. Havia como
que uma voluptuosidade difusa, valorizada, atmosférica. E, de repente,
Marx deixava de ser o profeta, o gênio, o santo. Parecia mais um fauno
de tapete, torpe e senil. Ao passo que as damas presentes seriam ninfas
também de tapete.
.
Por aí se vê que uma simples furunculose
pode deflagrar um misterioso surto erótico. Saí de lá às quatro da manhã
e sem me despedir. Não foi incivilidade, absolutamente. É que eu
reincidia na mesma confusão visual. Como reconhecer a anfitriã, se todas
as presentes eram iguaizinhas umas às outras? Vim para casa e pensava
em tudo o que vira e ouvira no sarau grã-fino.
.
Eis o que eu
pensava: “Como a nossa alta burguesia é marxista!”. E não só a alta
burguesia. Por toda parte, só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um
turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: - “O
Brasil tem 80 milhões de marxistas”. Hoje, o não-marxista sente-se
marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural,
etc. etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar,
publicamente: - “Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista,
nunca fui marxista. E mais: - considero os marxistas de minhas relações
uns débeis mentais de babar na gravata”.
.
Mas contei o episódio
da furunculose para concluir: - como nós conhecemos Marx! E o
conhecemos na sua intimidade doméstica, prosaica e profunda. Somos
autoridades em seus furúnculos. Do mesmo modo, estamos informadíssimos
sobre as suas tosses, bronquites, asmas, aerofagias etc. etc. Resta
apenas uma pergunta: - e teremos a mesma intimidades com os seus
escritos? Aqui se insinua a minha primeira dúvida.
.
Senão,
vejamos. Há três ou quatro dias, fui eu a um sarau político. Lá, como no
grã-finismo, o marxismo reinava. Cheguei disposto às provocações mais
sórdidas. Meus bolsos estavam entupidos de notas. Reuni a fina flor da
“festiva” e comecei: “venham ouvir umas piadas bacanérrimas. Ouçam,
ouçam!”. E, de repente, tornei-me extrovertido, plástico, histriônico,
como um camelô da rua Santa Luzia. Promovia idéias como quem vende
laranjas, canetas-tinteiro, pentes, isqueiros, calicidas.
.
Logo
juntou gente. E comecei a ler frases de recente leitura: - “O
imperialismo é a tarefa dos povos dominantes – Alemanha, França,
Inglaterra, Estados Unidos”. Estes últimos “eram o país mais
progressista do mundo”. “Contra o imperialismo russo, a salvação é o
imperialismo britânico.” Outra: - “O defeito dos ingleses é que não são
bastante imperialistas”. Quanto à história, “avança de leste para
oeste”. O colonialismo é progressista porque os povos domináveis e
colonizáveis só têm para dar “a estupidez primitiva”. O budismo é “o
culto bestial da natureza”.
.
E que dizer da China? É uma
“civilização que apodrece”. Por outro lado, a vitória dos Estados Unidos
sobre o México, em 1848, foi uma felicidade para o próprio México.
Dizia o autor, que eu citava: - “Presenciamos a conquista do México e
regozijamo-nos, porque este país, fechado em si mesmo, dilacerado por
guerras civis e negando-se a toda evolução, seja precipitado
violentamente no movimento histórico. No seu próprio interesse, terá de
suportar a tutela que, desde esse momento, os Estados Unidos exercerão
sobre ele”.
.
Por outro lado, é maravilhosa a sujeição da Índia à
Inglaterra. “A Alemanha é um povo superior e os latinos e os eslavos,
mera gentalha.” Ainda sobre os eslavos: - “Povos piolhentos, estes dos
Bálcãs, povos de bandidos”. Os búlgaros, em especial, são “um povo de
suínos” que “melhor estariam sob o domínio turco”. Em suma: todos esses
povos eslavos são “povos anões”, “escórias de uma civilização milenar”.
Mais ainda: - “A expansão russa para o Ocidente é a expansão da
barbárie” etc. etc.
.
Durante duas horas li para a “festiva”.
Por fim, embolsei as notas e, arquejante, falei: - “Vocês ouviram. O
autor ou autores citados já morreram. Quero saber se teriam coragem de
cuspir na cova de quem escreveu tudo isso?”. E outra pergunta: - “Quem
pensa assim, e escreve assim, é um canalha? Respondam”. Em fulminante
resposta, todos disseram: - “É um canalha!”. Ainda os adverti: - “Calma,
calma. São dois os autores! Vocês têm certeza de que são dois canalhas?
E canalhas abjetos?”. Não houve uma única e escassa dúvida. Os
marxistas ali presentes juraram que os autores eram “canalhas” e
abjetos. E, então, só então, alcei a fronte e anunciei: - “Agora ouçam
os nomes dos canalhas”. Pausa e disse: - “Marx e Engels”. Fez-se na sala
um silêncio ensurdecedor. Repeti: “Marx e Engels, os dois pulhas,
segundo vocês”.
.
Tudo aquilo estava em 'Marx et la politique
internationale', por Kostas Papaloanou etc. etc. Os dois, Marx e Engels,
eram paladinos fanáticos do imperialismo, do colonialismo, admiradores
dos ianques, russófobos. Disseram mais: - “A revolução proletária
acarretará um implacável terrorismo até o extermínio desses povos
eslavos”.
.
Os marxistas que me ouviam eram poetas, romancistas,
sociólogos, ensaístas. Intelectuais da mais alta qualidade. E entendiam
tanto de Marx quanto de um texto chinês de cabeças para baixo. Eis a
verdade: somos analfabetos em Marx, dolorosamente analfabetos em Marx.
.
Crônica publicada em O Globo em 3.05.1968
Nelson Falcão Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 — Rio de Janeiro,
21 de dezembro de 1980) foi um jornalista e escritor brasileiro, é
considerado como o mais influente dramaturgo brasileiro.
.
Tudo que Nelson Rodrigues disse sobre os escritos de Marx e Engels é verdadeiro.
Tais textos não estão em seus livros, salvo algumas poucas passagens,
tais textos estão na Gazeta Renana, um folheto editado por Karl Marx, e
uma profusão de tais textos que mostram o que verdadeiramente pensava
Karl Marx estão nas trocas de cartas entre ele e Engels e entre ele e
correligionários comunistas.
Todos estes textos podiam ser encontrados no "marxist.org", mas, desapareceram de lá, parte deles agora estão no "marxists.anu.edu.au" e em outros arquivos marxistas.
Obs. Devemos buscar edições em inglês, ou originais em alemão, pois
textos traduzidos para o português estão corrompidos por traduções
"politicamente corretas" que modificaram o texto marxista para torna-lo
mais palatável.
Abaixo colocamos trechos do texto "In
The Magyar Struggle" (1849) de Marx e Engels na Gazeta Renana, onde os
dois mostram seu enorme racismo contra os eslavos.
Fonte em inglês:
https://marxists.anu.edu.au/arc.../marx/works/1849/01/13.htm
"There is no country in Europe which does not have in some corner or
other one or several fragments of peoples, the remnants of a former
population that was suppressed and held in bondage by the nation which
later became the main vehicle for historical development.
These
relics of nations, mercilessly trampled down by the passage of history,
as Hegel expressed it, this ethnic trash always became fanatical
standard bearers of counterrevolution and remain so until their complete
extirpation or loss of their national character, just as their whole
existence in general is itself a protest against a great historical
revolution.
Such in Scotland are the Gaels …
Such in France are the Bretons…
Such in Spain are the Basques. "
........
“Everywhere the forward-looking class, the carrier of progress, the bourgeoisie, was German or Magyar.
The Slavs found it difficult to develop a bourgeoisie, the South Slavs were only very partially able to do so.
Along with the bourgeoisie, industrial strength, capital, was in German or Magyar hands.
As German education developed, the Slavs also came under the intellectual tutelage of the Germans, even deep in Croatia.
The same thing took place, only later and therefore on a smaller scale
in Hungary, where the Magyars together with the Germans assumed
intellectual and commercial leadership....”
....
"Then for a moment
the Slavic counterrevolution with all its barbarism will engulf the
Austrian monarchy and the camarilla will find out what kind of allies it
has.
But with the first victorious uprising of the French
proletariat...the Germans and Magyars in Austria will become free and
will take bloody revenge on the Slavic barbarians.
The general war
which will then break out will explode this Slavic league and these
petty, bull-headed nations will be destroyed so that nothing is left of
them but their names. "
“The next world war will cause not only
reactionary classes and dynasties but also entire reactionary peoples to
disappear from the Earth.
And that too would be progress.”
sábado, 18 de abril de 2015
A "elite inteligente"
Karl Marx foi um filósofo por formação acadêmica e um revolucionário comunista por opção pessoal.
Karl Marx escreveu na "Seção II" do "Manifesto do Partido Comunista" de 1848 o seguinte:
"Seção II - Proletários e comunistas
Em que relação se encontram os comunistas com os proletários em geral?
Os comunistas não são nenhum partido particular face aos outros partidos operários.
Não têm nenhum interesses separados dos interesses do proletariado todo.
Não estabelecem nenhum princípios particulares segundo os quais queiram moldar o movimento proletário.
Os comunistas diferenciam-se dos demais partidos proletários apenas pelo fato de que, por um lado, nas diversas lutas nacionais dos proletários eles [os comunistas] acentuam e fazem valer os interesses comuns, independentes da nacionalidade, do proletariado todo, e pelo fato de que, por outro lado, nos diversos estágios de desenvolvimento por que a luta entre o proletariado e a burguesia passa, representam sempre o interesse do movimento total.
Os comunistas são, pois, na prática, o setor mais decidido, sempre impulsionador, dos partidos operários de todos os países; na teoria, eles têm, sobre a restante massa do proletariado, a vantagem da inteligência das condições do curso e dos resultados gerais do movimento proletário."
A partir destas declarações de Marx podemos ver claramente que "proletários" e "comunistas" não são a mesma coisa!
Essa diferença já está estampada no título da seção.
Os proletários são trabalhadores que não tem "a vantagem da inteligência" na condução do processo revolucionário, quem tem essa inteligência são os comunistas!
E quem são os comunistas a que Marx se refere?
Karl Marx e os comunistas reunidos
O Manifesto Comunista foi redigido por Marx e Engels a pedido dos membros do Partido Comunista e da "Liga dos Comunistas", da qual Marx e Engels eram diretores.
A Liga dos Comunistas era uma entidade composta em sua maioria por intelectuais burgueses, como Marx e Engels, e que se transformaram em comunistas, era a eles que Marx se referia quando dizia "comunistas" - aos intelectuais comunistas.
Os proletários eram "nacionais" e os comunistas eram "internacionais", ou seja, os intelectuais comunistas eram uma "elite inteligente" internacional que iria sempre "impulsionar" o processo revolucionário no mundo uma vez que a "massa" de proletários não tinha tal inteligência, servia apenas para trabalhar.
Os proletários seriam como gado sendo conduzidos pela "elite inteligente" - os intelectuais comunistas.
Os comunistas "internacionais" na Internacional Socialista.
E assim foi nas nações que no século XX adotaram o marxismo, os comunistas, a "elite inteligente", governando e os proletários sendo conduzidos por eles.
Existem mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia.
Existem mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia.
Willian Shakespeare
Hamlet, Ato 1, cena 5, 159–173.
Hamlet: Consenti em jurar.
Nunca falar daquilo que hoje vistes,
Jurai sobre esta espada.
Fantasma: [Gritando sob o palco] Sim, jurai!
Hamlet: Dizes bem, oh toupeira!
Tão depressa caminhas sob a terra?
És sapador?
Mais uma vez mudemos de lugar.
Horácio: Dia e noite! Isso é muito estranho!
Hamlet: Pois como estranho demos-lhe acolhida!
Existem mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia.
Horácio, é um modelo de racionalidade, ainda está tendo dificuldades em engolir todo o negócio.
Fantasmas não são o tipo de seres que a sua "filosofia" leva em conta facilmente.
Sabemos que Horácio é, como Hamlet, um estudante da Universidade de Wittenberg, um posto avançado notável do humanismo protestante.
A filosofia que se estuda lá é clássica, é um composto de ética, lógica e ciência natural.
A ênfase em fenômenos cotidianos praticamente exclui a especulação sobre fantasmas falantes.
Wittenberg, no entanto, não é apenas um lugar onde Horácios sóbrios debatem filosofia aristotélica.
Na peça de Christopher Marlowe (que possivelmente influenciou Shakespeare) do final dos anos 1580, "The Tragicall History of Doctor Faustus", Wittenberg é onde existem palestras médicas que, sobre uma linha lateral, confraternizam-se com demônios.
Willian Shakespeare
Hamlet, Ato 1, cena 5, 159–173.
Hamlet: Consenti em jurar.
Nunca falar daquilo que hoje vistes,
Jurai sobre esta espada.
Fantasma: [Gritando sob o palco] Sim, jurai!
Hamlet: Dizes bem, oh toupeira!
Tão depressa caminhas sob a terra?
És sapador?
Mais uma vez mudemos de lugar.
Horácio: Dia e noite! Isso é muito estranho!
Hamlet: Pois como estranho demos-lhe acolhida!
Existem mais coisas entre o céu e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia.
Horácio, é um modelo de racionalidade, ainda está tendo dificuldades em engolir todo o negócio.
Fantasmas não são o tipo de seres que a sua "filosofia" leva em conta facilmente.
Sabemos que Horácio é, como Hamlet, um estudante da Universidade de Wittenberg, um posto avançado notável do humanismo protestante.
A filosofia que se estuda lá é clássica, é um composto de ética, lógica e ciência natural.
A ênfase em fenômenos cotidianos praticamente exclui a especulação sobre fantasmas falantes.
Wittenberg, no entanto, não é apenas um lugar onde Horácios sóbrios debatem filosofia aristotélica.
Na peça de Christopher Marlowe (que possivelmente influenciou Shakespeare) do final dos anos 1580, "The Tragicall History of Doctor Faustus", Wittenberg é onde existem palestras médicas que, sobre uma linha lateral, confraternizam-se com demônios.
A causa do preconceito segundo Sartre.
Sartre tinha parte de seu sangue dos judeus, por parte de mãe, e
talvez por isso tenha se interessado em falar sobre a questão judaica.
A guerra e o holocausto com certeza também deram a ele a motivação para falar do assunto.
A filosofia de Sartre era existencialista, mas, no caso da sua opinião sobre a questão judaica, na minha opinião, esta mais para uma "crítica social" do que para existencialismo.
Em todo caso, as palavras de Sartre são importantes e no meu entender ele vai no cerne da questão e identifica corretamente o que move o "anti" semita no caso.
Vou colocar a seguir trechos escritos por Sartre, nada melhor do que a própria palavra do autor para explicar o que ele pensa.
Ao fim dos textos vou expressar rapidamente a minha opinião.
***
“Fica evidente que nenhum fator externo pode levar o anti-semita ao anti-semitismo.
O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não aomente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos, com a história e a sociedade, é tanto uma paixão quanto uma visão de mundo..."
“O homem racional procura angustiosamente a verdade, sabe que seus raciocínios são apenas prováveis, de que outras considerações vão colocá-los em dúvida; nunca sabe bem para onde está indo; é “aberto”, pode até ser tomado por hesitante.
Mas existem pessoas que são atraídas pela constância das pedras.
Querem ser maciças e impenetráveis, não querem mudar – pois aonde a mudança as levaria?
Trata-se de um medo primordial de si mesmos e um medo da verdade.
E o que as assusta não é o teor da verdade, do qual nem desconfiam, mas sim a forma do verdadeiro, esse objeto de contornos indefinidos.
É como se a própria existência dessas pessoas estivesse permanentemente em suspenso.
Mas, elas querem opiniões adquiridas, querem opiniões inatas, como têm medo de raciocinar, querem um modo de vida no qual o raciocínio e a indagação tenham papel apenas subalterno, no qual só se busque o que já se descobriu, no qual o que já é nunca se transforme.
Para isso, resta apenas a paixão.
Apenas um forte preconceito pode produzir uma certeza fulgurante, apenas ele pode subjulgar o raciocínio, apenas ele pode permanecer impermeável à experiência e durar toda uma vida.
O anti-semita escolheu o ódio porque o ódio é uma fé; antes de mais nada, preferiu desvalorizar as palavras e as razões.
Agora se sente à vontade, e as discussões sobre direitos dos judeus lhe parecem fúteis e levianas – pois logo de início ele já se colocou em outro terreno.
Se, por cortesia, consente em defender por um instante o seu ponto de vista, ele se presta a fazê-lo, mas na realidade não o faz e simplismente tenta projetar no plano do discurso a sua certeza intuitiva.”
“O anti-semitismo não existe apenas pelo prazer de odiar, acarreta também prazeres positivos: tratando o judeu como ser inferior e pernicioso, está também afirmando que pertençe a uma elite.
E esta elite é muito diferentemente das elites modernas que se baseiam no mérito e no trabalho, assemelha-se em tudo a uma aristocracia de sangue.
Não preciso fazer nada para merecer minha superioridade, e não há como perdê-la.
É dada para sempre – é uma coisa.”
“As associações anti-semitas não querem criar nada, recusam-se a assumir responsabilidades, tem horror a se apresentar como um segmento da opinião pública francesa, pois nesse caso precisariam estabelecer um programa e buscar meios de ação legal.
Preferem se apresentar como a expressão absolutamente pura e absolutamente passiva do sentimento do país real em sua indivisibilidade”
“Agora estamos em condições de entender o anti-semita.
É um homem que tem medo.
Certamente não dos judeus; mas de si próprio, de sua consciência, de sua liberdade, de seus instintos, de suas responsabilidades, da solidão, da mudança, da sociedade e do mundo – de tudo exceto dos judeus.
É um covarde que não quer confessar sua covardia, um assassino que reprime suas tendências homicidas sem conseguir refreá-las e que, no entanto, só se atreve a matar em efígie ou no anonimato da turba, um descontente que não ousa revoltar-se por medo das conseqüências da revolta.
Aderindo ao anti-semitismo, não adota apenas uma opinião, mas escolhe também a pessoa que quer ser.
Escolhe a constância e a impermeabilidade da pedra, a irresponsabilidade total do guerreiro que obedece a seus chefes – e ele não tem chefe.
Escolhe não adquirir nada, não merecer nada, que tudo lhe seja dado de nascença – e ele não é nobre.
Finalmente, escolhe que o Bem já esteja pronto, fora de questão, ao abrigo de qualquer perigo; não se atreve a encará-lo por medo de ser levado a contestá-lo e a procurar outro.
Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão.
A existência do judeu simplesmente permite ao anti-semita sufocar suas angústias no nascedouro, persuadindo-se de que seu lugar no mundo já estava determinado e o esperava e de que, pela tradição, ele tem o direito de ocupá-lo.
O anti-semitismo é, em resumo, o medo em face da condição humana.
O anti-semita é o homem que quer ser rocha implacável, torrente furiosa, raio destruidor – tudo menos homem.”
“O (judeu é) homem social por excelência, já que seu tormento é social.
O que fez dele judeu foi a sociedade, e não a vontade divina, foi ela que deu origem ao problema judaico, e, como o judeu se vê obrigado a definir-se totalmente nas perspectivas desse problema, é no social que ele define sua própria existência.
Seu projeto constitutivo de integrar-se na comunidade nacional é social, social é o esforço que faz para pensar-se a si mesmo, ou seja, para situar-se entre outros homens, sociais são suas alegrias e seus pesares – porque é social a maldição que pesa sobre ele.
Por isso, se lhe reprovam sua inautenticidade metafísica e lhe dizem que sua eterna inquietude faz-se acompanhar de um positivismo radical, também é necessário lembrar que tais críticas voltam-se contra quem as formula, o judeu é social porque o anti-semita o fez assim.”
“Entendemos com isso que todas as pessoas que colaboram através de seu trabalho para a grandeza de um país têm pleno direito à cidadania.
O que lhes dá esse direito não é a posse de uma ‘natureza humana’ problemática e abstrata, mas a participação ativa na vida social.
Isso significa, portanto, que os judeus, assim como os árabes ou os negros, têm direito de intervir na empreitada nacional porque também são responsáveis por ela.”
***
Vou salientar um aspecto do pensamento de Sartre que acho importante:
"O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não somente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos,"
"Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão. "
Sartre identificou a causa muito bem!
O "anti" odeia todos que tem valor, não importa a cor da pele ou a raça, o "anti" é contra os talentosos, contra os competentes, é contra o empreendedor que constrói e cria riquezas, é contra os que tem sucesso.
E, no caso dos judeus, eles são competentes, em geral tem sucesso na economia e nas ciências, ganham muitos prêmios Nobel, e em geral ficam bem de vida devido a essa competência, o que desperta o ódio dos invejosos.
O "anti" é a característica do incompetente - o que move o "anti" é a inveja.
O "anti", como diz Sartre, é covarde e só atua em grupos, não tem coragem de enfrentar sozinho a quem odeia.
Para poder ter a possibilidade dessa ação grupal os invejosos fundam ideologias que vão dar abrigo ao seu ódio contra os empreendedores de sucesso.
O "anti" tem como causa a inveja que nutre dos talentosos e do sucesso que eles angariam, sucesso que os invejosos jamais terão.
A guerra e o holocausto com certeza também deram a ele a motivação para falar do assunto.
A filosofia de Sartre era existencialista, mas, no caso da sua opinião sobre a questão judaica, na minha opinião, esta mais para uma "crítica social" do que para existencialismo.
Em todo caso, as palavras de Sartre são importantes e no meu entender ele vai no cerne da questão e identifica corretamente o que move o "anti" semita no caso.
Vou colocar a seguir trechos escritos por Sartre, nada melhor do que a própria palavra do autor para explicar o que ele pensa.
Ao fim dos textos vou expressar rapidamente a minha opinião.
***
“Fica evidente que nenhum fator externo pode levar o anti-semita ao anti-semitismo.
O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não aomente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos, com a história e a sociedade, é tanto uma paixão quanto uma visão de mundo..."
“O homem racional procura angustiosamente a verdade, sabe que seus raciocínios são apenas prováveis, de que outras considerações vão colocá-los em dúvida; nunca sabe bem para onde está indo; é “aberto”, pode até ser tomado por hesitante.
Mas existem pessoas que são atraídas pela constância das pedras.
Querem ser maciças e impenetráveis, não querem mudar – pois aonde a mudança as levaria?
Trata-se de um medo primordial de si mesmos e um medo da verdade.
E o que as assusta não é o teor da verdade, do qual nem desconfiam, mas sim a forma do verdadeiro, esse objeto de contornos indefinidos.
É como se a própria existência dessas pessoas estivesse permanentemente em suspenso.
Mas, elas querem opiniões adquiridas, querem opiniões inatas, como têm medo de raciocinar, querem um modo de vida no qual o raciocínio e a indagação tenham papel apenas subalterno, no qual só se busque o que já se descobriu, no qual o que já é nunca se transforme.
Para isso, resta apenas a paixão.
Apenas um forte preconceito pode produzir uma certeza fulgurante, apenas ele pode subjulgar o raciocínio, apenas ele pode permanecer impermeável à experiência e durar toda uma vida.
O anti-semita escolheu o ódio porque o ódio é uma fé; antes de mais nada, preferiu desvalorizar as palavras e as razões.
Agora se sente à vontade, e as discussões sobre direitos dos judeus lhe parecem fúteis e levianas – pois logo de início ele já se colocou em outro terreno.
Se, por cortesia, consente em defender por um instante o seu ponto de vista, ele se presta a fazê-lo, mas na realidade não o faz e simplismente tenta projetar no plano do discurso a sua certeza intuitiva.”
“O anti-semitismo não existe apenas pelo prazer de odiar, acarreta também prazeres positivos: tratando o judeu como ser inferior e pernicioso, está também afirmando que pertençe a uma elite.
E esta elite é muito diferentemente das elites modernas que se baseiam no mérito e no trabalho, assemelha-se em tudo a uma aristocracia de sangue.
Não preciso fazer nada para merecer minha superioridade, e não há como perdê-la.
É dada para sempre – é uma coisa.”
“As associações anti-semitas não querem criar nada, recusam-se a assumir responsabilidades, tem horror a se apresentar como um segmento da opinião pública francesa, pois nesse caso precisariam estabelecer um programa e buscar meios de ação legal.
Preferem se apresentar como a expressão absolutamente pura e absolutamente passiva do sentimento do país real em sua indivisibilidade”
“Agora estamos em condições de entender o anti-semita.
É um homem que tem medo.
Certamente não dos judeus; mas de si próprio, de sua consciência, de sua liberdade, de seus instintos, de suas responsabilidades, da solidão, da mudança, da sociedade e do mundo – de tudo exceto dos judeus.
É um covarde que não quer confessar sua covardia, um assassino que reprime suas tendências homicidas sem conseguir refreá-las e que, no entanto, só se atreve a matar em efígie ou no anonimato da turba, um descontente que não ousa revoltar-se por medo das conseqüências da revolta.
Aderindo ao anti-semitismo, não adota apenas uma opinião, mas escolhe também a pessoa que quer ser.
Escolhe a constância e a impermeabilidade da pedra, a irresponsabilidade total do guerreiro que obedece a seus chefes – e ele não tem chefe.
Escolhe não adquirir nada, não merecer nada, que tudo lhe seja dado de nascença – e ele não é nobre.
Finalmente, escolhe que o Bem já esteja pronto, fora de questão, ao abrigo de qualquer perigo; não se atreve a encará-lo por medo de ser levado a contestá-lo e a procurar outro.
Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão.
A existência do judeu simplesmente permite ao anti-semita sufocar suas angústias no nascedouro, persuadindo-se de que seu lugar no mundo já estava determinado e o esperava e de que, pela tradição, ele tem o direito de ocupá-lo.
O anti-semitismo é, em resumo, o medo em face da condição humana.
O anti-semita é o homem que quer ser rocha implacável, torrente furiosa, raio destruidor – tudo menos homem.”
“O (judeu é) homem social por excelência, já que seu tormento é social.
O que fez dele judeu foi a sociedade, e não a vontade divina, foi ela que deu origem ao problema judaico, e, como o judeu se vê obrigado a definir-se totalmente nas perspectivas desse problema, é no social que ele define sua própria existência.
Seu projeto constitutivo de integrar-se na comunidade nacional é social, social é o esforço que faz para pensar-se a si mesmo, ou seja, para situar-se entre outros homens, sociais são suas alegrias e seus pesares – porque é social a maldição que pesa sobre ele.
Por isso, se lhe reprovam sua inautenticidade metafísica e lhe dizem que sua eterna inquietude faz-se acompanhar de um positivismo radical, também é necessário lembrar que tais críticas voltam-se contra quem as formula, o judeu é social porque o anti-semita o fez assim.”
“Entendemos com isso que todas as pessoas que colaboram através de seu trabalho para a grandeza de um país têm pleno direito à cidadania.
O que lhes dá esse direito não é a posse de uma ‘natureza humana’ problemática e abstrata, mas a participação ativa na vida social.
Isso significa, portanto, que os judeus, assim como os árabes ou os negros, têm direito de intervir na empreitada nacional porque também são responsáveis por ela.”
***
Vou salientar um aspecto do pensamento de Sartre que acho importante:
"O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não somente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos,"
"Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão. "
Sartre identificou a causa muito bem!
O "anti" odeia todos que tem valor, não importa a cor da pele ou a raça, o "anti" é contra os talentosos, contra os competentes, é contra o empreendedor que constrói e cria riquezas, é contra os que tem sucesso.
E, no caso dos judeus, eles são competentes, em geral tem sucesso na economia e nas ciências, ganham muitos prêmios Nobel, e em geral ficam bem de vida devido a essa competência, o que desperta o ódio dos invejosos.
O "anti" é a característica do incompetente - o que move o "anti" é a inveja.
O "anti", como diz Sartre, é covarde e só atua em grupos, não tem coragem de enfrentar sozinho a quem odeia.
Para poder ter a possibilidade dessa ação grupal os invejosos fundam ideologias que vão dar abrigo ao seu ódio contra os empreendedores de sucesso.
O "anti" tem como causa a inveja que nutre dos talentosos e do sucesso que eles angariam, sucesso que os invejosos jamais terão.
Os jovens do terceiro milênio e a ruptura da moral ocidental.
A sociedade ocidental vem caminhando a dois mil anos a passos de tartaruga no tocante a moral.
Até a metade do século XX nada havia mudado, continuavam ainda as mesmas barreiras, porém, na década de 60 do século passado surgiu algo novo, os jovens colocaram as camisas para fora das caças, deixaram o cabelo crescer, as meninas passaram a usar minissaias e começaram a dançar uma música diferente, o rock and rool, surgiram Elvis Presley, The Beatles, a Jovem Guarda e tudo mudou!
E o tempo passou, 60, 70, 80, o jeito dos jovens mudou, mas, a moral não, ainda continuavam as barreiras.
Estou me referindo a "moral" com respeito aos relacionamentos sexuais.
E assim chegamos ao terceiro milênio.... e nele os adolescentes, já netos da juventude de 60, operaram uma mudança maravilhosa!
Com naturalidade, liberdade e alegria a juventude do terceiro milênio inventou o "ficar".
Uma "relação sexual' que permitiu troca de carícias "da cintura para cima" e que para os jovens foi de plena satisfação!
Essa foi uma ruptura com a moral vigente porque o beijo que antes era proibido em público passou a ser normal entre adolescentes, afinal, que mal existe dois jovens de 16 anos se beijarem sem mais nada rolar?
Foi impossível a sociedade se por contra, mesmo porque a prática pegou todos de surpresa e foi executada de forma ampla.
E esse comportamento se consolidou na sociedade.
Mas, ainda faltava alguma coisa para os jovens do terceiro milênio romperem todas as barreiras, derrubarem os muros erguidos a séculos!
E esse algo veio com duas invenções que se completam - o smartphone e o Facebook.
Essa ideia me veio na cabeça porque vi um desenho em um perfil do Facebook onde uma menina está deitada (triste) na cama abraçada ao seu travesseiro, mas, ao lado dela, na cama, está o seu celular (no desenho), uma peça importante a ela e que forçosamente teve que estar na imagem, e, também, ao lado da cama, um notebook aberto com uma imagem do Facebook.
Então, hoje, os jovens do terceiro milênio, não vivem mais sem o seu celular, que adoram, e sem o Facebook, pois com eles se expressam e se mostram ao mundo, e se comunicam, intensamente, entre si.
Se mostram como nunca antes os jovens se mostraram, das mais variadas formas, e, mais importante, se expressam muito bem apesar das deficiências do ensino.
E, na questão moral, não existem mais barreiras, os jovens atuais falam de amor e de relação sexual com naturalidade, beleza, e inteligência, e o celular e o Facebook são os meios para isso.
Tenho essa mudança no comportamento humano como fundamental para o futuro da humanidade.
E o mais importante, essa mudança não dependeu de nenhuma ideologia, essa mudança veio de baixo para cima, surgiu, com naturalidade no meio do povo.
Tamanha é a naturalidade desse novo comportamento social que os sociólogos nem mesmo o notaram!
O que foi escrito por mim nesta publicação pode ser corroborado, de uma forma bem mais científica, pelo psiquiatra Dr. Flávio Gikovate, na minha opinião a principal mente filosófica da atualidade, não só no Brasil como no mundo, no link, com vídeo da palestra que vou colocar a seguir.
Até a metade do século XX nada havia mudado, continuavam ainda as mesmas barreiras, porém, na década de 60 do século passado surgiu algo novo, os jovens colocaram as camisas para fora das caças, deixaram o cabelo crescer, as meninas passaram a usar minissaias e começaram a dançar uma música diferente, o rock and rool, surgiram Elvis Presley, The Beatles, a Jovem Guarda e tudo mudou!
E o tempo passou, 60, 70, 80, o jeito dos jovens mudou, mas, a moral não, ainda continuavam as barreiras.
Estou me referindo a "moral" com respeito aos relacionamentos sexuais.
E assim chegamos ao terceiro milênio.... e nele os adolescentes, já netos da juventude de 60, operaram uma mudança maravilhosa!
Com naturalidade, liberdade e alegria a juventude do terceiro milênio inventou o "ficar".
Uma "relação sexual' que permitiu troca de carícias "da cintura para cima" e que para os jovens foi de plena satisfação!
Essa foi uma ruptura com a moral vigente porque o beijo que antes era proibido em público passou a ser normal entre adolescentes, afinal, que mal existe dois jovens de 16 anos se beijarem sem mais nada rolar?
Foi impossível a sociedade se por contra, mesmo porque a prática pegou todos de surpresa e foi executada de forma ampla.
E esse comportamento se consolidou na sociedade.
Mas, ainda faltava alguma coisa para os jovens do terceiro milênio romperem todas as barreiras, derrubarem os muros erguidos a séculos!
E esse algo veio com duas invenções que se completam - o smartphone e o Facebook.
Essa ideia me veio na cabeça porque vi um desenho em um perfil do Facebook onde uma menina está deitada (triste) na cama abraçada ao seu travesseiro, mas, ao lado dela, na cama, está o seu celular (no desenho), uma peça importante a ela e que forçosamente teve que estar na imagem, e, também, ao lado da cama, um notebook aberto com uma imagem do Facebook.
Então, hoje, os jovens do terceiro milênio, não vivem mais sem o seu celular, que adoram, e sem o Facebook, pois com eles se expressam e se mostram ao mundo, e se comunicam, intensamente, entre si.
Se mostram como nunca antes os jovens se mostraram, das mais variadas formas, e, mais importante, se expressam muito bem apesar das deficiências do ensino.
E, na questão moral, não existem mais barreiras, os jovens atuais falam de amor e de relação sexual com naturalidade, beleza, e inteligência, e o celular e o Facebook são os meios para isso.
Tenho essa mudança no comportamento humano como fundamental para o futuro da humanidade.
E o mais importante, essa mudança não dependeu de nenhuma ideologia, essa mudança veio de baixo para cima, surgiu, com naturalidade no meio do povo.
Tamanha é a naturalidade desse novo comportamento social que os sociólogos nem mesmo o notaram!
O que foi escrito por mim nesta publicação pode ser corroborado, de uma forma bem mais científica, pelo psiquiatra Dr. Flávio Gikovate, na minha opinião a principal mente filosófica da atualidade, não só no Brasil como no mundo, no link, com vídeo da palestra que vou colocar a seguir.
terça-feira, 31 de março de 2015
A estratégia vencedora dos fracos
Cada ser humano é livre para existir da forma que quiser, e esse é o maior valor que existe, a liberdade individual.
Já surgiram muitas ideologias feitas pelos fracos para tentar nivelar por baixo a humanidade, isso interessa aos fracos, se todos forem iguais e dependentes uns dos outros, a fraqueza deles se dilui...
A democracia representativa foi o mecanismo que permitiu aos fracos, pouco a pouco, tomarem o poder na sociedade ocidental, uma vez que eles são maioria, foram cada vez mais se infiltrando nas instituições e criando leis específicas, setoriais, que ao fim são todas iguais, todas tem o mesmo objetivo comum, que impõe a "igualdade" entre seres humanos cada vez mais seletivas, e ao fim, ocuparam partidos outrora democráticos, como o Partido Democrata no EUA, que deram abrigo político a essa ideologia e com eles tomaram o poder como arautos da igualdade.
PS. Não estou fazendo um julgamento de valor... não estou dizendo que isso é bom ou mau, estou dizendo que isso aconteceu na sociedade ocidental.
Já surgiram muitas ideologias feitas pelos fracos para tentar nivelar por baixo a humanidade, isso interessa aos fracos, se todos forem iguais e dependentes uns dos outros, a fraqueza deles se dilui...
A democracia representativa foi o mecanismo que permitiu aos fracos, pouco a pouco, tomarem o poder na sociedade ocidental, uma vez que eles são maioria, foram cada vez mais se infiltrando nas instituições e criando leis específicas, setoriais, que ao fim são todas iguais, todas tem o mesmo objetivo comum, que impõe a "igualdade" entre seres humanos cada vez mais seletivas, e ao fim, ocuparam partidos outrora democráticos, como o Partido Democrata no EUA, que deram abrigo político a essa ideologia e com eles tomaram o poder como arautos da igualdade.
PS. Não estou fazendo um julgamento de valor... não estou dizendo que isso é bom ou mau, estou dizendo que isso aconteceu na sociedade ocidental.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Por que a educação faliu ?
Sabemos que a educação básica no Brasil até 1960 era muito boa.
O país tinha então 69 milhões de habitantes sendo 60% rural.
O ensino era feito com 4 anos do "grupo escolar" onde davam aulas professores formados no curso "Normal"; mais 4 anos de ginásio; e saindo do ginásio podia fazer o "Normal" para formação de professores primários (3 anos + estágio), ou o "clássico", ou "científico", ambos de 3 anos, já com aulas de professores de nível superior; os alunos que saiam destes dois últimos cursos sabiam inglês, francês, larin, em alguns casos grego, e português muito bem, saiam sabendo química, ciências, integral e derivada, e moral e cívica.
Professoras primárias e seus alunos em 1956 e 1067
As professoras do grupo escolar eram respeitadas e idolatradas pelos alunos, que lembravam delas até a velhice, mesma coisa com com os demais professores, sempre muito respeitados.
E isso vinha dessa forma desde o império.
O que aconteceu a partir de 1960 que mudou esse quadro para muito pior?
Vejo duas coisas que acredito estarem interligadas:
1. em 1967 acabaram com a estrutura que existia até então sem entretanto terem algo melhor estruturado para colocar no lugar. Acabaram com o curso Normal, acabaram com o grupo escolar e com o ginásio e criaram um curso de 8 anos que chamaram "primeiro grau", acabaram com o clássico e científico e juntaram tudo em 3 anos de "segundo grau".
2. a influência do marxismo "cultural" nas universidades de humanos se tornou unanimidade e a ideologia de que era a "educação burguesa" a causa do marxismo não ter sido aceito no ocidente foi cada vez mais "ensinada" no sentido de que tal "educação burguesa" tinha que acabar para dar lugar a uma "nova educação social".
O professor cada vez mais foi sendo diminuído, tanto na sua remuneração como na dignidade de seu trabalho, e o aluno passou a ser o "protagonista", não era mais o professor a principal figura dentro de uma sala de aual, não, o professor era um simples detalhe, os protagonistas passaram a ser os alunos, tais alunos passaram a ser intocáveis e a palavra de um aluno ou de seus país passou a valer mais do que a do professor. Os alunos passaram a ser sapientes e não mais podiam ser reprovados, todos seriam aprovados, pois reprovação era uma coisa odiosa da "burguesia" competitiva.
Na matéria História o "materialismo histórico" marxista foi implantado no lugar da "história burguesa manipuladora".
No português virou "crime" corrigir aluno que falasse ou escrevesse errado para ele não se sentir "oprimido", "vítima de preconceito", ou "ofendido".
Eu poderia citar aqui centenas de fatos dessa "transformação".
Panorama em grande parte das salas de aula atuais
Faliu porque em 1967 destruíram o que de bom existia e a partir da década de 1980 o marxismo "cultural" seguindo as orientações do marxista Paulo Freire, que virou patrono da educação brasileira, colocou em prática o seu plano para destruir a "educação burguesa" e criar uma "nova educação social'.
E como tudo que vem dessa ideologia... fracassou.
Paulo Freire
Um marxista eleito como patrono da educação brasileira...
A falência da nossa educação devemos a ele.
Pois a educação no Brasil foi "transformada" segundo a sua orientação.
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