sábado, 16 de abril de 2016

A democracia propiciou que as mulheres tomassem o poder.

Notícia na Folha de S.Paulo
Com quatro mulheres, ONU tem eleição para secretário-geral inédita


As mulheres estão dominando na humanidade, com muito mais ênfase na sociedade ocidental, mais ainda na Europa e EUA, a democracia representativa propiciou que as mulheres tivessem acesso ao poder apesar de serem o "sexo frágil".
Antes não, porque antes, salvo as exceções, os homens, que são mais fortes fisicamente, detinham o poder, com a democracia isso mudou, não é mais o mais forte que vence, na democracia todos são iguais perante a lei, cada pessoa tem direito a um voto, e as mulheres ficaram deslumbradas com isso e se tornaram ativas politicamente, e com isso estão ocupando cada vez mais postos importantes.
 



Mas, o motivo de comentar essa notícia é outro, é a ONU, ou melhor essa foto da ONU em Assembleia.
Esse lugar parece um templo religioso...
Um templo com um altar bem no alto com sacerdotes imponentemente sentados bem acima dos demais, que estão sentadinhos no auditório bem abaixo deles.

Essa imagem da uma mostra do que a ONU se tornou, uma instituição fechada, escura e com nenhuma transparência, e ineficiente.

Será que as mulheres vão mudar isso?





terça-feira, 12 de abril de 2016

Os nomes originais das operações da Lava Jato


A Operação Lava Jato além da eficiência policial e judicial também possui inspiração artística na escolha dos nomes das operações, que se mostram bastante interessantes!
Vejamos quais são:
 
 
LAVA JATO
Operações

Juízo Final
My Way
Que País é esse
A Origem
Conexão Mônaco
Politeia
Radiotividade
Pixuleco
Pixuleco II
Nessun Dorma
Corrosão
Passe Livre
Catilinárias
Triplo X
Acarajé
Aletheia
Polimento
Xepa
Carbono 14
Vitória de Pirro
















 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A causa do preconceito segundo Sartre.


Sartre tinha parte de seu sangue dos judeus, por parte de mãe, e talvez por isso tenha se interessado em falar sobre a questão judaica.
A guerra e o holocausto com certeza também deram a ele a motivação para falar do assunto.
A filosofia de Sartre era existencialista, mas, no caso da sua opinião sobre a questão judaica, na minha opinião, esta mais para uma "crítica social" do que para existencialismo.
Em todo caso, as palavras de Sartre são importantes e no meu entender ele vai no cerne da questão e identifica corretamente o que move o "anti" semita no caso.
Vou colocar a seguir trechos escritos por Sartre, nada melhor do que a própria palavra do autor para explicar o que ele pensa.
Ao fim dos textos vou expressar rapidamente a minha opinião.

***

“Fica evidente que nenhum fator externo pode levar o anti-semita ao anti-semitismo.
O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não aomente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos, com a história e a sociedade, é tanto uma paixão quanto uma visão de mundo..."

“O homem racional procura angustiosamente a verdade, sabe que seus raciocínios são apenas prováveis, de que outras considerações vão colocá-los em dúvida; nunca sabe bem para onde está indo; é “aberto”, pode até ser tomado por hesitante.
Mas existem pessoas que são atraídas pela constância das pedras.
Querem ser maciças e impenetráveis, não querem mudar – pois aonde a mudança as levaria?
Trata-se de um medo primordial de si mesmos e um medo da verdade.
E o que as assusta não é o teor da verdade, do qual nem desconfiam, mas sim a forma do verdadeiro, esse objeto de contornos indefinidos.
É como se a própria existência dessas pessoas estivesse permanentemente em suspenso.
Mas, elas querem opiniões adquiridas, querem opiniões inatas, como têm medo de raciocinar, querem um modo de vida no qual o raciocínio e a indagação tenham papel apenas subalterno, no qual só se busque o que já se descobriu, no qual o que já é nunca se transforme.
Para isso, resta apenas a paixão.
Apenas um forte preconceito pode produzir uma certeza fulgurante, apenas ele pode subjulgar o raciocínio, apenas ele pode permanecer impermeável à experiência e durar toda uma vida.
O anti-semita escolheu o ódio porque o ódio é uma fé; antes de mais nada, preferiu desvalorizar as palavras e as razões.
Agora se sente à vontade, e as discussões sobre direitos dos judeus lhe parecem fúteis e levianas – pois logo de início ele já se colocou em outro terreno.
Se, por cortesia, consente em defender por um instante o seu ponto de vista, ele se presta a fazê-lo, mas na realidade não o faz e simplismente tenta projetar no plano do discurso a sua certeza intuitiva.”

“O anti-semitismo não existe apenas pelo prazer de odiar, acarreta também prazeres positivos: tratando o judeu como ser inferior e pernicioso, está também afirmando que pertençe a uma elite.
E esta elite é muito diferentemente das elites modernas que se baseiam no mérito e no trabalho, assemelha-se em tudo a uma aristocracia de sangue.
Não preciso fazer nada para merecer minha superioridade, e não há como perdê-la.
É dada para sempre – é uma coisa.”

“As associações anti-semitas não querem criar nada, recusam-se a assumir responsabilidades, tem horror a se apresentar como um segmento da opinião pública francesa, pois nesse caso precisariam estabelecer um programa e buscar meios de ação legal.
Preferem se apresentar como a expressão absolutamente pura e absolutamente passiva do sentimento do país real em sua indivisibilidade”
“Agora estamos em condições de entender o anti-semita.
É um homem que tem medo.
Certamente não dos judeus; mas de si próprio, de sua consciência, de sua liberdade, de seus instintos, de suas responsabilidades, da solidão, da mudança, da sociedade e do mundo – de tudo exceto dos judeus.
É um covarde que não quer confessar sua covardia, um assassino que reprime suas tendências homicidas sem conseguir refreá-las e que, no entanto, só se atreve a matar em efígie ou no anonimato da turba, um descontente que não ousa revoltar-se por medo das conseqüências da revolta.
Aderindo ao anti-semitismo, não adota apenas uma opinião, mas escolhe também a pessoa que quer ser.
Escolhe a constância e a impermeabilidade da pedra, a irresponsabilidade total do guerreiro que obedece a seus chefes – e ele não tem chefe.
Escolhe não adquirir nada, não merecer nada, que tudo lhe seja dado de nascença – e ele não é nobre.
Finalmente, escolhe que o Bem já esteja pronto, fora de questão, ao abrigo de qualquer perigo; não se atreve a encará-lo por medo de ser levado a contestá-lo e a procurar outro.
Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão.
A existência do judeu simplesmente permite ao anti-semita sufocar suas angústias no nascedouro, persuadindo-se de que seu lugar no mundo já estava determinado e o esperava e de que, pela tradição, ele tem o direito de ocupá-lo.
O anti-semitismo é, em resumo, o medo em face da condição humana.
O anti-semita é o homem que quer ser rocha implacável, torrente furiosa, raio destruidor – tudo menos homem.”

“O (judeu é) homem social por excelência, já que seu tormento é social.
O que fez dele judeu foi a sociedade, e não a vontade divina, foi ela que deu origem ao problema judaico, e, como o judeu se vê obrigado a definir-se totalmente nas perspectivas desse problema, é no social que ele define sua própria existência.
Seu projeto constitutivo de integrar-se na comunidade nacional é social, social é o esforço que faz para pensar-se a si mesmo, ou seja, para situar-se entre outros homens, sociais são suas alegrias e seus pesares – porque é social a maldição que pesa sobre ele.
Por isso, se lhe reprovam sua inautenticidade metafísica e lhe dizem que sua eterna inquietude faz-se acompanhar de um positivismo radical, também é necessário lembrar que tais críticas voltam-se contra quem as formula, o judeu é social porque o anti-semita o fez assim.”

“Entendemos com isso que todas as pessoas que colaboram através de seu trabalho para a grandeza de um país têm pleno direito à cidadania.
O que lhes dá esse direito não é a posse de uma ‘natureza humana’ problemática e abstrata, mas a participação ativa na vida social.
Isso significa, portanto, que os judeus, assim como os árabes ou os negros, têm direito de intervir na empreitada nacional porque também são responsáveis por ela.”


***

Vou salientar um aspecto do pensamento de Sartre que acho importante:
"O anti-semitismo é uma escolha livre e total de si mesmo, é uma atitude global que alguém adota não somente para com os judeus, mas para com todos os seres humanos,"
"Nisso, o judeu não é mais do que um pretexto: em outro lugar, o negro, o amarelo servirão. "
Sartre identificou a causa muito bem!
O "anti" odeia todos que tem valor, não importa a cor da pele ou a raça, o "anti" é contra os talentosos, contra os competentes, é contra o empreendedor que constrói e cria riquezas, é contra os que tem sucesso.
E, no caso dos judeus, eles são competentes, em geral tem sucesso na economia e nas ciências, ganham muitos prêmios Nobel, e em geral ficam bem de vida devido a essa competência, o que desperta o ódio dos invejosos.
O "anti" é a característica do incompetente - o que move o "anti" é a inveja.
O "anti", como diz Sartre, é covarde e só atua em grupos, não tem coragem de enfrentar sozinho a quem odeia.
Para poder ter a possibilidade dessa ação grupal os invejosos fundam ideologias que vão dar abrigo ao seu ódio contra os empreendedores de sucesso.
O "anti" tem como causa a inveja que nutre dos talentosos e do sucesso que eles angariam, sucesso que os invejosos jamais terão.

Sobre a perfeição


Uma parte dos pensadores são idealistas e filosofam em busca da verdade, da perfeição.
Mas, será que eles pensaram criticamente a respeito da possibilidade da verdade, da perfeição, realmente existir?
Acredito que não, pois o que eles realmente buscam é uma ilusão, uma utopia.


Transformações implicam em movimento, então, se uma coisa for perfeita ela forçosamente estará estagnada, imóvel, pois se uma coisa chegou a perfeição ela não necessita mais de transformações.

Uma coisa perfeita seria um produto definitivamente acabado que não necessitaria de mais nenhum aperfeiçoamento e consequentemente, de nenhum movimento.

No Universo tudo se transforma desde o seu início, a nossa estrela, o Sol, é uma estrela de segunda geração, sabemos disso porque alguns planetas que giram em torno do Sol (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) são rochosos, em sendo rochosos eles só podem ter surgido da poeira estelar resultante da explosão de uma estrela de primeira geração que ao explodir espalhou como poeira estelar os átomos pesados que havia gerado no seu interior.

No Universo tudo está em movimento, as galáxias, os aglomerados de galáxias, tudo se move e se transforma.

Em vista disso, na minha opinião, podemos concluir que dentro do Universo não existe perfeição, não existe uma verdade consumada.




Os segredos de Matrix


Nossa compreensão do mundo exterior é baseada na informação que recebemos de nossos cinco sentidos na forma de impulsos elétricos enviados através dos nervos ao nosso cérebro.

Muitos abordam esta questão de forma duvidosa imaginando a possibilidade de uma "Matrix" onde nossos cérebros podem estarem sendo mantidos em uma incubadora sendo alimentados com software que cria dados sensoriais de modo a formar um ambiente, embora seja um mundo irreal.

Mas, ao pensarmos mais detidamente nessa questão chegamos a conclusão que é uma trampa, a ideia de cérebros existindo em incubadoras é na verdade apenas uma elucubração cética.

Porque não existe nenhuma razão evidente para acreditarmos que nossos cérebros, o nosso corpo, não existem em um mundo real e exterior a nós.
O ônus da prova recai sobre quem criou essa ideia.
Se assumirmos que nossos cérebros existem em uma incubadora controlados por "agentes sinistros", damos origem à possibilidade de que os cérebros dos "agentes sinistros" que nos controlam também estejam existindo em incubadoras...
Isso pode ser estendido infinitamente para criar uma cadeia infinita de mundos "que não existem", então, em face disso, a ideia é uma falácia.
Além disso, as máquinas do filme cometeram falhas na programação da matrix que permitiram a possibilidade de "cérebros presos" tornarem-se "conscientes" da matrix.
Então, afinal, existe consciência real ou não?
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As razões filosóficas por trás dessa ideia.
Por trás dessa ideia existe o conceito de que a nossa mente desafia o sentido de verdade, que é falsa e que não temos possibilidade de obter conhecimento real.
Já vimos essa forma de pensar em alguns dos filósofos gregos, e a partir do iluminismo tal ideia se renovou.
Na verdade a motivação por trás do "matrix" é uma ideia ideológica daqueles seres humanos que desesperados com a não existência de respostas para o motivo de suas vidas e para o destino de suas mentes após a morte, se voltaram contra a própria espécie humana e visam denegri-la como o invejoso tenta denegrir o invejado, e até mesmo tentam destruir a própria espécie.
Hollywood já produziu dezenas de filmes apocalípticos onde a humanidade é destruída restando apenas um grupo seleto de iluminados que vão dar origem a um "novo mundo" perfeito.
Por trás de tais filmes está a mesma ideologia rancorosa contra a espécie humana.
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O filme Matrix

No filme Matrix existem várias cenas que demonstram essa ideologia contra a espécie humana.
As máquinas chegaram a conclusão que os humanos eram uma praga para o planeta, as máquinas passaram a considerar os humanos um vírus que deveria ser eliminado e entram em guerra de extermínio contra os humanos.
Uma das cenas marcantes disso é quando Smith prende Morpheus amarrado em uma cadeira, puxa uma cadeira e se senta na frente dele e diz a Morpheus que os humanos são uma praga, um vírus no planeta, e que devem ser eliminados (ver foto).
Essa é a mensagem que o filme Matrix quis passar, a de que os humanos são uma praga para o planeta Terra.

Isso é fruto de uma ideologia dominante na atualidade que tem a intenção de destruir a própria espécie, não toda claro! Eles, os iluminados sobreviverão...




Jovens incompreendidos


Atualmente, existem textos feitos por adultos falando dos jovens atuais como se fossem únicos! E da mesma forma como já foi dito em um passado não muito distante, dizem que tais jovens são incompreendidos e que "os velhos" da sociedade não os entendem.
São "velhos" empunhando tardiamente as suas espadas libertadoras em defesa dos "incompreendidos" jovens...

Entretanto, os jovens atuais são iguais aos do passado.
A principal caracteriza dos jovens: a de acharem serem idiotas quaisquer outras pessoas que não sejam tão jovens quanto eles, em especial os pais, permanece igual como sempre foi.
O anseio por se libertarem dos pais, para serem escravos do grupo, continua o mesmo.

O que mudou foi a estrutura econômica e tecnológica da sociedade.
Os agentes dessa mudança foram "os velhos", os smartphones do qual os jovens não conseguem mais se separar, só foi possível de existir porque "os velhos idiotas" descobriram os meios para os construírem.

No mais, os seres humanos continuam os mesmos, com qualquer idade e por todo o planeta.














sábado, 9 de abril de 2016

Margarida de Anjou - Elizabeth Woodville - Margarida Beaufort - Inglaterra século XV

Mulheres protagonistas da história humana

Ao longo da história humana existiram centenas de mulheres que se impuseram, com as suas próprias forças, com seus próprios talentos, com suas inteligências, com suas estratégias militares e políticas, na sociedade e na cultura de suas épocas. Elas são uma prova de que as mulheres, ao longo de milhares de anos, sempre tiveram acesso ao poder e ao protagonismo ao longo da história humana. A história dessas mulheres será contada aqui.

***

Margarida de Anjou - Elizabeth Woodville - Margarida Beaufort - Inglaterra século XV

Dando sequencia aos relatos sobre história envolvendo a ação direta de mulheres vamos fazer uma síntese dos acontecimentos na Inglaterra no século XV e que tiveram a participação decisiva de 3 mulheres nos destinos da nação.
Tais mulheres lutaram politicamente entre si pelo poder na Inglaterra atuando paralelamente ao lado de seus esposos, reis e filho, que se encarregavam das batalhas.

Elas foram:
Margarida de Anjou (1.430-1.482)
Rainha consorte do rei Henrique VI de Inglaterra.

Elizabeth Woodville (1.437-1.492)
Rainha consorte do rei Eduardo IV de Inglaterra.

Margarida Beaufort (1.443-1.509)
Mãe do rei Henrique VII da Inglaterra.


As guerras relatadas aqui tiveram o nome de "Guerra das Rosas".
A razão desse nome é que as duas famílias em luta tinham em suas armas e escudos uma rosa.
Os Lancaster tinham uma rosa vermelha.
Os York tinham uma rosa branca.
E Henrique VII, após subir ao trono inglês, acrescentou as armas dos Tutor uma rosa que era parte vermelha e parte branca, um símbolo de paz e união entre as famílias que deveria existir em seu governo.


Essa história tem início em 1.154 quando Godofredo V de Anjou, norte da França, iniciou a dinastia Plantageneta na Inglaterra ao se casar com Matilde de Inglaterra, e herdeira de Henrique I, dai para frente os Plantageneta possuíram diversos monarcas na Inglaterra.
O primeiro rei Plantageneta foi Henrique II, filho de ambos.
Dentro da dinastia Plantageneta existiram duas outras, a dinastia Lancastre e a Tudor.
O poder direto dessa dinastia terminou com a deposição de Ricardo II em 1399 por Henrique IV quando a Inglaterra passou a ser governada pela dinastia de Lancastre que governaria a Inglaterra até 1471 quando iniciou a dinastia de York com a tomada do poder por Eduardo IV de York (esposo de Elizabeth Woodville) ao depor Henrique VI de Lancastre (esposo de Margarida de Anjou).
Os York seriam tirados do poder em 1485 com a morte do rei Ricardo III (personagem de Shakespeare) na Batalha de Bosworth Field e a tomada do poder por Henrique VI de Tudor (filho de Margarida Beaufort ).
A maior parte desses acontecimentos aconteceu no contexto da "Guerra das Rosas" que ocorreu entre 1455 até 1487 e onde foram travadas dezenas de batalhas sangrentas.
Na próxima publicação iremos contar a história de Margarida de Anjou, francesa, da Casa de Valois, dinastia Lancastre de Inglaterra, e que foi rainha consorte de Henrique VI de Inglaterra.

Margarida de Anjou


O principal personagem desse tempo foi Eduardo IV (1442-1483) rei da Inglaterra entre 1461 a 1470 e entre 1471 até sua morte.
Eduardo IV foi o primeiro rei da dinastia York na Inglaterra.
O rei anterior foi Henrique VI da casa dos Lancastre, cuja rainha era
Margarida de Anjou, ele expulsou o pai de Eduardo IV da corte, este fato dentre outros despertou a revolta entre os irmãos York, Eduardo, Ricardo, George e seus primo o Conde de Warwick, Ricardo Neville, que era rico e um guerreiro experiente e deu orientação a Eduardo IV nas batalhas.
Em 1455 os York estavam dispostos a tomar o poder e iniciaram a Guerra das Rosas contra a Casa de Lancastre.
Nessa época o rei Henrique VI adoeceu e a rainha consorte Margarida de Anjou assumiu o comando do governo e da guerra.
Depois de alguns sucessos iniciais dirigidos por Ricardo Neville, que incluíram a captura do próprio Henrique VI, o Duque de Iork e seus filhos perderam a Batalha de Wakefield contra os exércitos comandados por Margarida de Anjou.
A rainha não lhe perdoou a traição contra o rei e ordenou a execução do duque.
Com o pai morto e a sua cabeça exposta nas muralhas, Eduardo tornou-se Duque de Iorque com apenas dezoito anos.
Ricardo Neville tornou-se o seu mentor e viu nele um líder capaz de substituir Henrique VI.
Enquanto Margarida de Anjou lutava no norte, Warwick e Eduardo tomaram Londres no ano seguinte e aprisionaram Henrique VI na Torre de Londres, Margarida de Anjou fugiu para a França.
Com a vitória Eduardo tornou-se rei de Inglaterra.
Eduardo IV foi bem aceito pelo povo de Londres e tinha ideias próprias.
Warwick queria casar Eduardo com uma princesa francesa, Warwick tinha um acordo com o rei da França que caso isso acontecesse ele ganharia possessões na França.
Porém... seus planos foram frustrados.

Elizabeth Woodville


Porém, ai entra em cena Elizabeth Woodville, uma plebeia cuja mãe era da realeza, mas, havia casado com um plebeu.
Elizabeth era loira e muito bonita, sensível e inteligente, tinha dois filhos homens do seu primeiro casamento, mas estava viúva, o marido dela tinha lutado ao lado dos Lancaster e tinha sido morto em batalha.
Elizabeth tinha sonhos onde via o rei Eduardo passar nos arredores de sua casa, um dia de manhã ela resolveu esperá-lo para pedir a ele que devolvesse os bens de seus filhos, o encontro aconteceu e o rei, apesar de ser um grande conquistador, se apaixonou por Elizabeth.
Apesar dos protestos de Warwick, Eduardo se casou com ela em segredo em 1464.
Warwick teve dificuldade em aceitar este revés, ainda para mais depois que perdeu poder e influência a favor dos Woodville.
Passado algum tempo Warwich revoltou-se e levantou um exército contra Eduardo e o aprisionou em seu castelo após a Batalha de Edgecote Moor em 1469.
Elizabeth permaneceu em Londres, neste período e em todos os longos períodos que o rei ia para o campo de batalha quem conduzia o governo em Londres era a rainha consorte.
Com o rei ainda preso a Torre foi atacada e sitiada pelos inimigos, Elizabeth foi quem teve uma ideia tática de ataque para ajudar seu irmão, que defendia a Torre, a vencer o exército adversário.
A popularidade de Eduardo não garantiu o sucesso a Warwick e ele foi obrigado a soltar Eduardo por decisão do Parlamento e fugir para França e lá se encontrou com a até então sua inimiga Margarida de Anjou.
Uma das filhas de Warwich se casou com o filho de Margarida de Anjou, Eduardo de Westminster, o herdeiro de Henrique VI.
Warwich e Margarida de Anjou fazem aliança para invadir a Inglaterra e depor Eduardo IV.
Warwick retorna a Inglaterra e consegue derrotar os exércitos de Eduardo em uma primeira fase da batalha, Henrique VI é reposto no trono e Eduardo é obrigado a fugir para a Borgonha.
A rainha Elizabeth ficou escondida na Inglaterra ajudando na articulação da volta do marido.
Na França Eduardo organizou um exército e retornou a Inglaterra, Eduardo derrota o seu antigo aliado na Batalha de Barnet em abril de 1471
Margarida de Anjou também organizou um exército e foi para a Inglaterra ajudar Warwick, porém as coisas não deram certo e Eduardo vence o resto das forças Lancastre-Tudor na Batalha de Tewkesbury.
Eduardo de Westminster foi morto em batalha e Margarida de Anjou foi presa, Henrique VI foi assassinado na Torre.
E com isso Eduardo IV se consolidou no poder ao lado da sua rainha Elizabeth, que lhe deu dois filhos homens como herdeiros.
Porém, os Lancastre e os Tudor, refugiados na França, mantinham ainda as esperanças de tomar o poder.
Neste contexto entra em ação mais decisivamente as ações políticas de Margarida Beaufort a favor de seu filho Henrique Tudor, o único que sobrou na dinastia Lancastre-Tudor, e era ainda criança.

Margarida Beaufort 


Margareth Beaufort era o demônio disfarçado de santa.
Maquinava o tempo todo para que seu filho se tornasse rei, não tinha limites nisso, até mandar matar os filhos da rainha Elizabeth, ainda crianças, que estavam presos na Torre de Lonfres a mando de Ricardo III ela mandou.
Seguimos com o relato.
Nos anos seguintes, Eduardo teve problemas dentro da sua própria família, nomeadamente com os irmãos George e Ricardo, ambos casados com as duas filhas de Warwick, Isabel Neville e Ana Neville, respectivamente.
Após uma tentativa de traição em 1478 Eduardo IV mandou executar George por afogamento dentro de um barril de vinho.
Eduardo morreu de repente em 1483 e para desgraça dos York nomeou seu irmão Ricardo como tutor dos principes herdeiros que ainda eram crianças.
Ricardo mandou encarcerar os príncipes na Torre de Londres, declarou o casamento do irmão inválido e se coroou como rei da Inglaterra como Ricardo III.
Neste cenário a relação entre a rainha Elizabeth e o novo rei não era boa, a esposa do rei, Ana Nenive, odiava a rainha e fazia de tudo para debilitá-la, mas, ouve um momento em que o rei a a antiga rainha se encaminhavam para uma boa relação, porém, entrou em ação a maquinação de Margarida Beaufort e seu terceiro marido lorde Tomás Stanley, com o qual ela havia se casado apenas para poder ir morar na corte e poder tramar mais de perto contra os York, fez com que a boa relação não fosse em frente.
Os príncipes presos na Torre eram encarados como ameaça tanto pela rainha Ana, esposa de Ricardo III, bem como por Margarida Beauforte, ambas tramaram diretamente o assassinato dos príncipes, a história não tem uma certeza do que aconteceu com os dois príncipes, o fato é que eles sumiram da Torre e nunca mais foram vistos, e com o sumiço deles restaram apenas o filho de Ricardo III com a rainha ANa, e o filho de Margarida Beaufort, Henrique Tudor, como herdeiros ao trono inglês.
O filho de Ana faleceu e ela também moreu em seguida, Ricardo III fixou só e Henrique Tudor, filho de Margarida Beauifort, invadiu a Inglaterra.
Na batalha decisiva Ricardo III tinha maiores forças, mas, devido a ação de Margarida Beaufort e seu marido os nobres o traíram e Ricardo III foi morto em batalha.
No fim da batalha Henrique Tutor foi aclamado rei com o título de Henrique VII.
Finalmente o filho de Margarida Beaufort se tornou rei da Inglaterra inaugurando a dinastia dos Tudor.