segunda-feira, 18 de abril de 2016

Marxismo "cultural" - o mensageiro do ódio

Em seu artigo de hoje na Folha de S,Paulo (ver link no final) o filósofo  Luiz Felipe Pondé fala sobre o marxismo dominante no ensino de humanas no Brasil, por exemplo ele escreve:

"Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A "inteligência" brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da "inteligência" romper com a esquerda, perde "networking"."


Infelizmente Pondé está relatando a realidade do Brasil....

Em outra parte do texto Pondé diz: "O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país.".

Exatamente isso!

Já peguei muitos marxistas em debates falando dessa "dialética" que nem mesmo sabem o que seja!

O tal do "materialismo dialético marxista" é uma enorme farsa... fico triste em saber que milhares de jovens acreditam que essa farsa existe...

Já desafiei dezenas de marxistas a me apresentarem um texto Marx - texto de Marx - não textos des "analistas", onde Marx tenha usado a dialética para obter a síntese de alguma coisa.
Nunca ninguém apresentou, o último a semana passada no Facebook, depois de meia dúzia adjetivações e risadas, e de me chamar de "fascista", deletou a conversa e sumiu.

Infelizmente a "cultura" e o "ensino" no Brasil estão nas mãos dessa gente....
Por isso a cultura no Brasil é fraca e nada produz de bom, em se tratando de cultura o Brasil está abaixo dos países latino americanos.
Comparações com Europa, EUA, Canadá, Japão, Austrália são impossíveis de serem feitas.

O "ensino cultural" no Brasil produz apenas ódio contra a "elite", produz "revolucionários" com muita raiva contra "os ricos", e acabou com o pouco de conhecimento que existia no Brasil.

Pondé estima em 50 anos para isso acabar.... duvido, isso já existe a 70 anos e está enraizado de tal forma  no Brasil que não sairá nunca!

A solução que Pondé aponta também não funcionaria porque os agentes "culturais" vão sugar todo seu sangue.

O Brasil só vai mudar se o socialismo tomar posse total do Brasil (o que não acredito que aconteça), acabar com a propriedade privada e com o sistema de salários que Marx abominava, e fundar aqui a "ditadura do proletariado" ansiada por Marx por toda sua vida, e essa ditadura deve durar no mínimo 50 anos, como foi na Hungria, na Polônia, na Rep. Checa, na Alemanha Oriental, esse tempo é necessário para que o povo possa aprender com o sofrimento que o socialismo dos "intelectuais" produz, e depois de 3 gerações sob o jugo do socialismo, talvez não nasçam mais jovens que achem o socialismo coisa boa, e, se conseguirem se livrar dele, renascerão e nunca mais esquecerão o mal que produz esse mensageiro do ódio.


Link para o artigo na Folha de S,Paulo:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2016/04/1761876-a-historia-do-brasil-do-pt.shtml




domingo, 17 de abril de 2016

O nascimento da deusa Palas Atena

A história da cidade de Atenas se inicia com um mito.

A patrona da cidade, a deusa Atena (Palas Atena, deusa da guerra e da sabedoria), nasce sem o amparo do útero materno, o que ficou conhecido como uma "raríssima paternidade virginal".
Veio ao mundo equipada com armas, e foi dada a luz desde um habitáculo curioso: a cabeça de Zeus.




Atena com capacete e levando a cobra de Erictonio em uma cesta, 
obra em mármore romano do século I. 

O mais poderoso deus do Olimpo sofria a já algum tempo de dores na cabeça que se manifestavam no mundo como acontecimentos meteorológicos, tais como fortes tempestades, raios, fortes chuvas, etc, até que Hefesto, o deus ferreiro, resolveu o problema em um só golpe na cabeça de Zeus!
Da abertura no crânio de Zeus surgiu Atena, a quem rapidamente Hefesto pediu como esposa em pagamento pela solução do problema de Zeus.
No entanto, a deusa rejeita a proposta desinteressante (Hefesto era coxo e infeliz).


Atena e Heracles, pintura ática de figuras em vermelho, 480-470 a.C.

Talvez este seja um dos primeiros vislumbres históricos, embora de origem mítica, onde foi dada livre escolha a uma mulher em um ambiente no qual, já bem sabia Hera, esposa e irmã de Zeus, que sofreu como figura feminina sendo sujeita na maioria dos casos, as artimanhas de divindades masculinas.

Posteriormente, Hefesto em uma tentativa desesperada se lançou sobre Atena, mas, não conseguiu uma relação amorosa com ela, sua ação resultou em uma luta divina, porém, quando o deus ferreiro tocou Atena, devido a grande excitação ele ejaculou e para sua infelicidade seu sêmen foi para a terra, solo mortal.
O resultado disso foi o nascimento de Erictonio, que um dia se tornaria rei de Atenas.


Palas Atena, busto datado de 430-420 a.C

Durante o reinado de Erictonio, Atena competiu com o irmão de Zeus, Poseidon, para obter o patrocínio de Atenas.
Poseidon ofereceu aos atenienses um cavalo invencível na corrida e poderoso em batalha.
No entanto, Atena presenteou Atenas com o óleo de oliveira, madeira forte e que podia ser cultivada em terreno adverso.
Nessa disputa a deusa saiu vitoriosa, e foi saudada desde então como padroeira de Atenas.





A felicidade para Aristipo

"A felicidade para Aristipo (filósofo grego contemporâneo de Sócrates) consiste no prazer; um maior prazer, maior felicidade; e, como o prazer mais intenso é o sensível, este é o que devemos seguir.
Dentro do prazer sensível só interessa o prazer presente.
Sem que tenhamos que nos preocupar com o futuro, já que este é incerto.
A prudência é o que guia na busca do prazer, para saber escolher o mais adequado; mas o homem não deve ser dominado pelo prazer, mas dominá-lo (isso implica em um certo ajuste hedonista) "

Diógenes Laércio, filósofo grego do século III.






sábado, 16 de abril de 2016

A Tragédia Grega

Nietzsche ressalta com muita ênfase um divisor de águas na história do pensamento humano
Nietzsche disse que existiu um divisor de águas na história da humanidade, antes de Sócrates e Platão, e depois deles.
Nietzsche observou que antes deles a humanidade vinha como existia desde os tempos pré-históricos onde a dura realidade da vida humana em luta contínua contra a natureza e contra as demais espécies era a tônica pois essa sempre tinha sido a realidade humana no mundo.
Porém, depois deles, a partir deles, em especial Platão, a ilusão foi introduzida na humanidade.
Nietzsche marca essa fronteira com o fim gradativo da tragédia grega e do culto do deus Dionísio.
Em vista disso vamos colocar alguma coisa sobre a Tragédia Grega.

A Tragédia Grega foi uma forma dramática popular e influente encenada nos teatros em toda a Grécia antiga a partir do final do século VI aC.
Os dramaturgos mais famosos do gênero foram Ésquilo, Sófocles e Eurípides e muitos de seus trabalhos permaneceram sendo encenados por séculos após a sua apresentação inicial.
A Tragédia Grega originou a Comédia Grega e, em conjunto, esses gêneros formaram o alicerce sobre o qual todo o teatro moderno ocidental se baseia.

Teatro grego

As origens da tragédia
As origens da tragédia não são um consenso, alguns associam a sua ascensão em Atenas, com a arte inicial grega no desempenho lírico e da poesia épica.
Outros sugerem uma forte ligação com os rituais realizados no culto ao deus Dionísio onde existia um ritual com uma canção com nome parecido com "tragédia" e o uso de máscaras.
Dionísio ficou conhecido como o deus do teatro e do vinho e talvez por isso exista uma outra conexão - os ritos com bebidas o que resultavam na adorador perder o controle completo de suas ações e emoções e tornar-se uma outra pessoa.
A música e dança de ritual dionisíaco foi mais evidente no papel do coro e da música, elementos rítmicos também foram preservados no uso de palavras faladas dos rituais.

A encenação da Tragédia
Era realizado em um teatro ao ar livre como o de Dionísio em Atenas e aberto a toda a população do sexo masculino (a presença de mulheres não era permitida), o enredo das tragédias eram quase sempre inspirados em episódios da mitologia grega, que devemos lembrar faziam parte dos cultos religiosos gregos.
Como isto era um assunto sério, muitas vezes tratados com aspectos morais, não era permitida nenhuma violência no palco e a morte de um personagem tinha de ser restrita ao palco.
Da mesma forma, pelo menos nos estágios iniciais, o autor não podia fazer comentários ou declarações políticas durante a encenação, e o tratamento mais direto dos acontecimentos contemporâneos tiveram que esperar a chegada do gênero menos austera e convencional, comédia grega.
Posteriormente passaram a relatar acontecimentos da Grécia.
As primeiras tragédias tinham apenas um ator que vestiria um traje adequado e usaria uma máscara, permitindo-lhe se passar por um deus.
Aqui podemos ver uma ligação com o ritual religioso, no início tal encenação pode ter sido feita por um religioso.
O coro era formado por um grupo de até 15 atores que cantavam e dançavam.
Alguns procedimentos do ator durante a encenação foram mudando usando uma pequena tenda atrás do palco que viria a se tornar uma fachada monumental, e assim a peça passou a ser repartida em episódios distintos.
É creditada a Frínico a ideia de dividir o coro em diferentes grupos para representar homens, mulheres, idosos, etc. (embora todos os atores no palco eram do sexo masculino).
Em seguida foram introduzidos dois e depois três atores no palco, no entanto, uma peça podia ter muitos artistas não falando nada.
Finalmente, é creditado a Agatão a introdução de interlúdios musicais alheios à história em si.
Os autores dos textos das tragédias.
O primeiro dos grandes poetas trágicos foi Ésquilo, 525 -456 a.C.
Inovador, acrescentou um segundo ator para funções menores e pela inclusão de mais diálogo em suas peças, ele acrescentou mais drama nas histórias já familiares para as suas plateias.
Ésquilo, muitas vezes mudava o tema entre as peças.
Uma das peças dele é a trilogia Agamêmnon, As Coéforas e As Eumênides, conhecidos coletivamente como A Oresteia.
O trabalho de Ésquilo é dado que consistiu em pelo menos 70 peças das quais apenas 6 ou 7 sobreviveram íntegras.
O segundo grande poeta trágico foi Sófocles, 496-406 aC.
Foi muito popular, ele acrescentou um terceiro ator no processo e empregou cenário pintado e mudanças de cenário durante a encenação.
Três atores permitiram mais sofisticação em termos de enredo.
Uma de suas obras mais famosas é Antigona (442 aC)(Antígona, filha de Édipo, e irmã de Etéocles e Polinice), no qual o personagem principal paga o preço final para enterrar seu irmão Polinices contra a vontade do rei Creonte de Tebas.
É uma situação clássica de tragédia - o direito político de terem os traidores os direitos fúnebres negados contrastado com o direito moral de uma irmã tentando sepultar seu irmão.
Outros trabalhos incluem Ájax, As Traquínias, Édipo Rei, Electra e Filoctetes, Sofocles escreveu mais de 100 peças, das quais sete sobreviveram.
O último dos autores clássicos da tragédia foi Euripides (484-407 aC), conhecido por seus diálogos inteligentes e um certo realismo em sua apresentação no palco.
Ele gostava de fazer perguntas embaraçosas e abalar o público com seu tratamento instigante de temas comuns.
Dos cerca de 90 peças que compôs 19 sobreviveram, entre elas a mais famosa é Medeia, onde Jason, famoso pelo Velocino de Ouro, troca a personagem do título pela a filha do rei de Corinto, como vingança Medeia mata os próprios filhos.

O legado da Tragédia.
Os trabalhos dos autores de tragédias, em especial os dos três principais, passaram a ser estudados nas escolas gregas.
No mundo romano, as tragédias foram traduzidas e encenadas em latim, em Roma a tragédia grega deu origem a uma nova forma de arte do século I aC, a Pantomima.
E de Roma foi divulgada e estudada no mundo ocidental.


Filosofia grega slássica - Escola Eleática

Xenófanes de Colofão, Ξενοφάνης ὁ Κολοφώνιος, 570-528 aC.

Foi um filósofo grego nascido ao norte de Mileto, uma cidade famosa para o nascimento da filosofia devido ter sido a casa do primeiro filósofo ocidental, Thales.
Ele é considerado um dos mais importantes dos chamados filósofos pré-socráticos pelo seu desenvolvimento e síntese do trabalho anterior do Anaximandro e Anaxímenes (que seguiu Thales), mas, principalmente, para pelos seus argumentos relativos aos deuses.
A crença predominante da época era que havia muitos deuses que se comportavam como os mortais. Xenófanes alegou que havia um só Deus, um ser eterno, que não compartilhava atributos com seres humanos.
Os filósofos jônicos anteriores, Anaximandro e Anaxímenes, eram essencialmente preocupados com a identificação da substância básica de 'ser', da realidade que constitui a vida eo mundo.
Anaximandro identificou esta substância como o apeiron, o ilimitado, ou sem limites, ele queria se referir a forma subjacente da existência.
Seu aluno Anaximenes desenvolveu esta teoria, afirmando que o ar era a substância básica em que o ar era "ilimitada e sem limites", mas que os efeitos do ar (vento, hálito) podem ser observados.
Em vez de um apeiron invisível, então, existia um fenômeno observável para o estudo.
Anaximenes reconheceu que "por rarefação, o ar torna-se fogo, e, por condensação, o ar torna-se, sucessivamente, vento, água e terra.

Diferenças qualitativas observáveis (fogo, vento, água, terra) são o resultado de alterações quantitativas, ou seja, do quão denso é o princípio básico.
Xenófanes inspirou-se em ambas as teorias anteriores, mas reconhecia neles um significado religioso.
O apeiron de Anaximander e o ar de Anaximenes ficam para trás, Xenophanes reivindicou a existência de uma força maior do que qualquer outra, ou simplesmente: Deus.
Xenófanes escreve que este Deus "vê por toda parte, pensa tudo, ouve tudo e permanece sempre no mesmo lugar, sem se mover. Nem é justo que ele deva ir e vir, primeiro a um lugar, em seguida para outro, mas sem. existe ele em todas as coisas em movimento com o pensamento de sua mente ".
Estas alegações a respeito de uma única divindade foram uma ruptura radical com os deuses antropomórficos do Monte Olimpo, que foram pensados para interagir diariamente e interferir na a vida dos mortais.

O Deus de Xenófanes era transcendente, incriado, e espírito invisível.
Ele descartou o dito popular dos deuses como superstição, considerando que o arco-íris foi dado como uma manifestação da deusa Íris, Xenófanes alegou que: "Ela a quem os homens chamam de Iris é, na realidade, uma nuvem, roxo, vermelho e verde para a visão".
Ele argumentou ainda que, "Homero e Hesíodo atribuíram aos deuses tudo o que é infâmia e opróbrio entre os homens: o roubo e adultério e enganar uns aos outros".
Mortais suporem que os deuses nascem e têm roupas e vozes e formas, como a sua própria, mas se bois e cavalos tivessem mãos e pudessem pintar com elas pintariam como fazem os homens, os cavalos pintariam imagens de cavalo de deuses e os bois de bois, e cada um iria moldar em deus corpos como seus próprios.

Os etíopes consideram os deuses de nariz chato e negros; os trácios de olhos azuis e cabelos vermelhos....
Há um só Deus, entre os deuses e os homens o maior, não como todos os mortais no corpo ou na mente.
Embora isso possa parecer uma compreensão teológica familiar nos dias de hoje, foi de forma alguma um conceito comum no tempo Xenófanes. Porém, ele parece ter enquadrado o seu Deus único ao lado do panteão aceito das muitas divindades da Grécia, a fim de tornar o conceito mais palatável para seu público.

Embora ele sempre falasse de "muitos deuses" é claro que ele não acreditava que eles existessem em qualquer lugar, mas sim, nas mentes das pessoas.
Como tais alegações eram uma ofensa grave na época, Xenófanes pode ter incluído essas referências aos deuses simplesmente como uma forma de evitar problemas.
Escritores posteriores, talvez influenciados por duas caracterizações passageiras de Xenófanes por Platão (sofista) e Aristóteles (Metafísica) identificaram-no como o fundador da escola eleática da filosofia (que alegou que, apesar da ilusão dos sentidos, o que existe é realmente um imutável, imóvel, e eterno "Uno"). Este ponto de vista foi amplamente rejeitado, no entanto, e Xenófanes é agora visto como uma figura solitária e crítica das divindades antropomórficas do seu tempo.
Xenófanes foi professor de Parmênides e os dois filósofos compartilharam o conceito fundamental de que a existência vem de uma única força, unificadora. O reconhecimento deste vigor permite a obtenção de um entendimento preciso e mais claro do mundo e nosso lugar nele.
Xenófanes viajou muito, recitando sua poesia e, ao fazê-lo, espalhava sua filosofia. Entre eles estava o seu reconhecimento da relatividade e da limitação do entendimento humano. Ele escreveu: "Os deuses não revelaram todas as coisas desde o início para os mortais, mas, procurando, os homens descobrem no tempo o que é melhor.".
As ideias de Xenófanes certamente influenciaram escritores posteriores, principalmente Sócrates e, depois dele, Platão.

O conceito de Deus de Xenófanes, como mencionado acima, influenciou Parmênides e seu trabalho contribuiu para a teoria de Platão das Formas e do motor imóvel de Aristóteles, fornecendo como uma base filosófica para o desenvolvimento do monoteísmo.
Apesar de bastante diferente em detalhes, as Formas de Platão e o Motor Imóvel de Aristóteles ambos postulam a existência de um reino maior que é responsável pelo mundo observável.
Xenófanes provavelmente teria aprovado ambas as teorias, mas, de acordo com sua insistência no pequeno alcance da compreensão humana, teria dito que estava próximo da verdade sem ser realmente verdade.
Xenófanes nem sequer considerou os seus próprios pontos de vista como sendo objetivamente verdadeiros, só que eram mais válidos do que as crenças daqueles que o cercavam.
A respeito de seu ensino, ele escreve: "Que essas coisas, então, sejam verdade", não como a própria verdade. Somente o único Deus sabe a verdade",
Xenófanes reivindicou que os mortais só fazem uma abordagem, nunca compreendem completamente.

Filosofia grega clássica - Escola Jonica


Foi um grupo pré-socrático de filósofos gregos dos séculos VI e V aC.

A maioria deles nasceram em Jônia. Seus membros eram principalmente preocupados com as origens do Universo e com as forças que o moldaram e os materiais de que é composto.
Thales, seu sucessor Anaximandro e Anaximenes, eram todos de Mileto.
Outros membros proeminentes incluídos foram Anaxágoras, Diogenes de Apollonia e Arquelau.
Essa primeira linha filosófica grega é também conhecida como a escola de Mileto.

Thales (thā`lēz), 636-546 aC.
Filósofo grego pré-socrático de Mileto e reputado fundador da escola Mileto da filosofia.
Ele é o primeiro filósofo ocidental conhecido.
Thales ensinou que tudo na natureza é composto por um material básico, o que ele pensava ser água.
Antes de Thales, a mitologia tinha sido utilizada para explicar a natureza do mundo físico; a filosofia da Thales não reside na sua resposta, mas, em sua abordagem.
Embora aparentemente ele não tenha escrito nada, acredita-se que tenha introduzido a geometria na Grécia e também tenha sido o astrônomo que previu um eclipse do sol em 585 aC
Thales foi um prático e estudou problemas especulativos.
Foi reconhecido como sendo um dos Sete Sábios da Grécia e pela sua exortação à unidade entre os gregos jônicas.

Anaximandro (ənăk'sĭmăn`dər), 611-547 aC.
Filósofo grego, foi aluno de Thales
Ele fez a primeira tentativa de oferecer uma explicação detalhada de todos os aspectos da natureza.
Argumentou que uma vez que existem tantos tipos diferentes de coisas, todas elas devem ter se originado a partir de algo menos diferenciada do que a água, e essa fonte primária, ilimitada ou indefinida (apeiron), sempre existira, enche todo o espaço, por movimento constante, separados e opostos fora de si mesmo, por exemplo, quente e frio, úmido e seco.
Estes opostos interagem ao invadem um ao outro.
O resultado é uma pluralidade de mundos que se decompõem sucessivamente e voltam para o indefinido.
A noção de tempo indeterminado e seus processos levou depois ao conceito da indestrutibilidade da matéria.
Anaximandro também fez uma teoria da relação de Terra para os corpos celestes que é importante na história da astronomia.
Sua visão de que o homem conseguiu seu estado físico por adaptação ao meio ambiente, que a vida tinha evoluído de umidade, e que o homem desenvolveu-se a partir de peixe, antecipa a teoria da evolução de Darwin!

Anaximenes (ăn'əksĭm`ĭnēz), 588-524 aC.
Como Thales ele declarou que um único elemento estava por trás da diversidade da natureza, e como Anaximandro ele procurou um princípio para explicar a diversidade.
Ele acreditava que o único elemento era o ar.
O princípio da diversificação ele dizia que foi rarefação e condensação.
Diferentes objetos foram, por conseguinte, apenas diferentes graus de densidade de um elemento de base.
Anaximenes antecipou o modelo da prática científica moderna, que procura explicar as diferenças qualitativas quantitativamente.

Anaxágoras (ăn'əksăg`ərəs), 500-428 aC.
Ele estava intimamente associado com muitos atenienses famosos e pode ter sido o professor de Sócrates.
Era sua crença a de que o sol era uma pedra branca e quente e que a lua foi feito de terra, que refletia os raios do sol resultou em uma acusação de ateísmo e blasfêmia, obrigando-o a fugir para Lampsacus, onde morreu.
Rejeitou os quatro elementos (terra, ar, fogo e água), postulava uma infinidade de partículas, ou "sementes", únicas em suas qualidades.
Todos os objetos naturais são compostos de partículas com todos os tipos de qualidades; uma preponderância de partículas semelhantes, embora não idênticas cria a diferença entre a madeira e pedra.
Anaxágoras pensava que o Universo antes da separação foi uma massa infinita, indiferenciada.
A formação do mundo foi devido a um movimento de rotação produzido nesta massa por uma mente que tudo permeia (nous).
Isto levou à separação fora das "sementes" e a formação das coisas.
Embora Anaxágoras seja o primeiro a dar a mente um lugar no universo, ele foi criticado por Platão e Aristóteles por apenas concebê-lo como uma causa mecânica, em vez de o autor da ordem.
Obs. Platão foi o fundador do idealismo que deriva de uma mente perfeita as coisas imperfeitas do mundo, Platão foi a origem das religiões monoteístas.

Diógenes de Apolônia (dīŏj`ənēz ăpəlō`nēə), 499-428 aC.
Foi eclético, ele reverteu a tradição da escola de Mileto em busca de uma explicação da constituição de toda a matéria em termos de um único material básico.
Ele acreditava que esta substância era o ar e que um princípio de inteligência, ou Nous, foi responsável por governar e difusão do ar.

Arquelau (Ἀρχέλαος), sec. V aC.
Foi aluno de Anaxágoras, e pode ter sido um professor de Sócrates.
Ele afirmou que o princípio do movimento foi a separação de o quente do frio, da qual ele se esforçou para explicar a formação da Terra e da criação de animais e seres humanos.
Resumo.
Podemos perceber que a filosofia jônica teve um grande esplendor nos seus primeiros filósofos, que foram mentes alem de seu tempo, depois essa filosofia se dissipou indo para Atenas.
A filosofia jônica, por ser a primeira, foi espetacular, era prática e trabalhava com a realidade, infelizmente essa filosofia depois foi criticada e apagada por Sócrates, Platão e em menor escala por Aristóteles, que deixaram a realidade e passaram a crer em um "mundo das ideias' perfeito.

#filosofia

A democracia propiciou que as mulheres tomassem o poder.

Notícia na Folha de S.Paulo
Com quatro mulheres, ONU tem eleição para secretário-geral inédita


As mulheres estão dominando na humanidade, com muito mais ênfase na sociedade ocidental, mais ainda na Europa e EUA, a democracia representativa propiciou que as mulheres tivessem acesso ao poder apesar de serem o "sexo frágil".
Antes não, porque antes, salvo as exceções, os homens, que são mais fortes fisicamente, detinham o poder, com a democracia isso mudou, não é mais o mais forte que vence, na democracia todos são iguais perante a lei, cada pessoa tem direito a um voto, e as mulheres ficaram deslumbradas com isso e se tornaram ativas politicamente, e com isso estão ocupando cada vez mais postos importantes.
 



Mas, o motivo de comentar essa notícia é outro, é a ONU, ou melhor essa foto da ONU em Assembleia.
Esse lugar parece um templo religioso...
Um templo com um altar bem no alto com sacerdotes imponentemente sentados bem acima dos demais, que estão sentadinhos no auditório bem abaixo deles.

Essa imagem da uma mostra do que a ONU se tornou, uma instituição fechada, escura e com nenhuma transparência, e ineficiente.

Será que as mulheres vão mudar isso?